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Gays protestam contra criminalização da homossexualidade na Nigéria

O Grupo de Gays Negros Quimbanda Dudu e o Grupo Gay da Bahia
realizam manifestação em frente à Casa da Nigéria, no Pelourinho,
Salvador, nesta 4ª feira, 28/3, às 16hs, em protesto contra projeto de lei
que condena os homossexuais a cinco anos de prisão.


SALVADOR,BA, 27/03/07 - A Câmara dos Deputados da Nigéria está prestes a aprovar uma lei que condena a cinco anos de prisão a quem se declare abertamente gay ou que mantenha relações sexuais com um parceiro do mesmo sexo. Esta lei foi proposta pelo Presidente Olusegun Obasanjo, e já foi aprovada nas duas Câmaras da Assembléia Nacional, devendo voltar a votação nas próximas semanas.
 

O Grupo de Gays Negros Quimbanda Dudu e o Grupo Gay da Bahia realizam protesto nesta 4ª feira, às 16hs, em frente à Casa da Nigéria [Rua Alfredo Brito, 26 - Pelourinho, Fone [71-3241-3667], numa tentativa de barrar a aprovação desta lei que ameaça os direitos humanos de milhares de gays e lésbicas nigerianos e representa um retrocesso na democracia na África.
 

A Nigéria conta com  mais de 130 milhões de habitantes e duzentas etnias, sexto maior produtor de petróleo do mundo, aí predominando as religiões cristã, muçulmana e o culto dos Orixás, de onde veio o Candomblé e Umbanda para o Brasil e demais paises latino-americanos.  

A pressão pela criminalização da homossexualidade tem como defensores os fundamentalistas religiosos: a Associação Cristã da Nigéria principal grupo de cristãos do país, declarou que "o casamento entre pessoas do mesmo sexo é ato bárbaro e vergonhoso", e o  Centro Muçulmano Nacional considera  que "os atos homossexuais são imorais, contrários aos nossos valores religiosos e culturais". Nas províncias dominadas pelo Islamismo, os homossexuais e as adúlteras são condenados à pena de morte por apedrejamento ("sharia").

Segundo o Prof. Marcelo Cerqueira, Coordenador do Grupo Quimbanda-Dudu de Negros Homossexuais, "a intolerância machista e homofóbica destas lideranças políticas e religiosas da Nigéria usa a mesma argumentação racista dos colonialistas, que acreditavam não existir homossexuais na África antes da chegada dos europeus, o que é um equívoco histórico, pois há milenares pinturas rupestres africanas que mostram homens transando entre si."

Segundo Otávio Reis, Tesoureiro do Quimbanda Dudu, "é uma contradição absurda os políticos da Nigéria quererem condenar o amor entre pessoas do mesmo sexo, pois na cultura Yorubá, a homossexualidade sempre foi muito presente e respeitada pelos ancestrais, como mostram diversos  mitos antigos dos Orixás, por exemplo Oxumaré e Logun-Edé que são andróginos, metade do ano homem e metade mulher, ou Oxossi, o deus da caça,  que manteve relação homoerótica com Ossanha, o deus das folhas." Alimi Ademola, diretor do Projeto Independente da  Nigéria, ONG defensora dos direitos dos homossexuais, considerou que "essa lei vai violar seriamente os direitos das pessoas:  é uma lei perversa e não deveria ter sido apresentada." 
 

As Nações Unidas advertiram parlamentares nigerianos que a aprovação da lei promoveria um aumento no número de casos de aids no país. A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros também se manifestou, enviando à Embaixada da Nigéria em Brasília ofício de  protesto.

  • Maiores Informações: [71] 3322.2552 - 9989.4748
  • Local da Manifestação: CASA DA NIGERIA, Rua Alfredo de Brito, 26,  Pelourinho
  • Data: 4ª feira, 28/3, 16hs.

 

 

 


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