
O
cantor pop britânico Robbie Williams aceitou uma alta quantia,
de valor não informado, ao vencer um processo por difamação
contra duas revistas que afirmaram que ele era um "homossexual
enrustido". Williams "não é nem nunca foi
um homossexual", declarou o advogado do cantor, Tom Shields,
após audiência preliminar na Suprema Corte, onde as
partes litigantes chegaram a um acordo. O cantor britânico
não assistiu à leitura do veredicto, na qual se estabeleceu
que os grupos editoriais Mirror Group Newspapers (MGN) e Northern&Shell,
proprietários das publicações que informaram
sobre sua suposta homossexualidade, o indenizarão com uma
quantia não informada. A história que levou a esse
julgamento começou em agosto do ano passado, antes da publicação
do livro Feel, escrito pelo cantor e um colaborador, Chris Heath,
no qual são contadas algumas experiências sexuais de
Williams com mulheres. Antes do lançamento, a revista The
People, do grupo Mirror, publicou na capa um artigo segundo o qual
o cantor havia tido várias experiências homossexuais,
as quais não mencionava no livro. "O amante secreto
de Robbie", intitulou a revista, que mencionou um suposto encontro
do cantor com um desconhecido no banheiro de uma discoteca de Manchester
(norte da Inglaterra). Depois, em setembro de 2004, a revista Star,
do grupo Northern & Shell, publicou um artigo dizendo que Williams
era homossexual. No ano passado, Williams processou as duas revistas
pelos artigos que afirmavam que ele havia mentido sobre sua sexualidade
no livro. Além da indenização, os demandados
aceitaram escrever um desagravo, o que o advogado do cantor destacou
como uma confissão da falsidade das informações
publicadas. A advogada da MGN e da Northern & Shell, Zoe Norden,
disse, após a audiência, que a firma aceita que as
informações são falsas. A empresa "se
desculpa ante o demandante e expressa seu pesar pelos danos causados",
declarou Norden. A indenização deverá ser paga
nos próximos dias, disse o advogado do cantor. AFP
Indignação
- O Grupo Gay da Bahia (GGB) teve acesso a notícia da idenização
pela imprensa e vem a público expressar o seu mais completo
repúdio a atitude do cantor britânico. "Postura
antipatica que não colabora em nada para a suposta imagem
de machão que o cantor quer promover", declarou Marcelo
Cerqueira, presidente da entidade na Bahia e secretário de
Comunicação da Associação Brasileira
de Gays, Lésbicas e Travestis (ABGLT) "Ninguém
que tenha a sua opção sexual definida, se abala em
ser chamado de gay ou lésbica, porque ser homossexual não
desabona conduta de ninguém", conclui o militante. Se
a indenização sair, a orientação da
entidade é que o ator faça uma doação
para programas de prevenção ao HIV e Aids e de combate
a homofobia no mundo. Caso similar no Brasil foi protagonizado pelo
ator Victor Fasano que se sentiu prejudicado ao ser identificado
como gay por um colunista de televisão. (Da redação
do site)
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