O GGB    ::    SEJA MAIS UM FILIADO    ::    FAÇA SUA DOAÇÃO    ::    ggb@ggb.org.br
 

Home
Saúde
Movimento GLBT
Grupos GLT
Editorial
Legislação
Direitos Humanos
Orientações
Caderno Cultural
Educação
Agenda 2004
Notícias
Artigos-Opinião
Acontece
Nossas publicações
Turismo
Sociedade
Destaques
Marcelo Cerqueira
Sites
Projetos
Roteiros e serviços

 

  

Grupo Gay da Bahia faz nota de repúdio a Ana Carolina

Entidade classifica declarações da cantora de egoísta e irresponsável e exige retratação pública pelo dano causado

Quando Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia, em final de dezembro viu a foto da cantora Ana Carolina, estampada na capa da revista Veja em Salvador, com o slogan “Sou Bi, e daí?”, imaginou fosse ser mais um artista assumindo as delícias de ser bissexual, logo o militante desistiu de comprar a revista porque era uma sensação de eu já vi isso antes.

As declarações feitas pela cantora correm até hoje pela internet e tem sido motivo de controversa e tornou-se centro das discussões do Grupo Gay da Bahia que exige da cantora uma retratação por entender que as mesmas são equivocadas, classistas, egoístas e de extrema irresponsabilidade social e política não somente com o movimento Brasileiro de Gays, Lésbicas e Travestis, que fazem o trabalho de combater o preconceito e a homofobia, mas também por ela ter passado uma borracha no movimento de desrepressão na música que entre outras coisas propiciou esse espaço para ela poder assumir que é bissexual.

Em um trecho da entrevista concedida a revista a cantora assume a sua bissexualidade “Sou bissexual. Acho natural gostar de homens e mulheres”, disse ela à publicação. Cerqueira admite a existência de uma grande flexibilização nas “opções” e que todas devem ser respeitadas e que a função da entidade não é fazer patrulhamento da cama alheia, mas combater atitudes e posturas que possam conter teor homofóbico, inclusive homofobia interiorizada e verbalizadas por homossexuais, bissexuais e todos aqueles que não convivem de forma tranqüila com a homossexualidade e todas as suas variáveis sadias. “Entendo que existe um modismo americano pós-feminista que vê como moderno, ser identificado como bissexual, ou mesmo multisexual . Essas categorias não devem invalidar que existem pessoas que são exclusivamente homossexuais e heterossexuais, sim.”, disse.

Ana Carolina usou do egoísmo para buscar destaque pessoal para melhorar a sua imagem. Inclusive porque sua imagem não foi construída em cima do talento artístico, mas sobretudo em cima de uma mulher diferente, exótica. Nessa linha de exposição e raciocínio agora usou dos artifícios e da irresponsabilidade política e social das camadas médias da sociedade em fragrante desrespeito aos seus fãs de camadas populares que continuam sendo mortos vítimas cotidianas da violência homofobia, mortos por serem homossexuais a cada dia no Brasil sobretudo nas camadas de baixa renda.

"Sou contra essa postura de levantar bandeiras para defender o homossexualismo, pois fica parecendo que ser gay é uma doença". Disse à publicação. Na opinião do militante esta é a postura mais irresponsável da cantora. “Antes era doença, foi a militância quem conseguiu retirar do código do antigo INAMPS. Hoje não é mais, mas muitos continuam achando que é por isso querem curar gays e lésbicas”, afirma. “Se hoje ela pode ir para capa de uma revista sensacionalista classe media, porque houve um movimento de contestação nas artes, na música e na sociedade brasileira” argumenta Cerqueira. “Ela passa a borracha na longa tradição de rompimento e hoje na fase triunfante do movimento na música, se aproveita de uma história que ela não reconhece, um longo movimento de desrepressão e de militância e de bandeiras”, conclui.

As criticas do GGB seguem também a reboque a revista Veja que dentro de sua visão classe media ascende uma vela para Deus e outra para o Diabo, assim, Deu corda a todo o egoísmo e irresponsabilidade de uma cantora que tem sucesso garantido, mas que não se deu conta de que declarações como estas são nocivas ao largo segmento de fãs que tem Ana Carolina como Ídolo, fãs, inclusive meninas lésbicas que são violentadas, discriminadas nas camadas populares da sociedade. Quando um artista assume postura de não levantar bandeira, ele é também responsável pelas centenas de assassinatos que são impunemente praticados contra homossexuais, gays, lésbicas e pessoas trans no Brasil, acorda Ana Carolina, em que país você vive?.

Confira trechos da entrevista,

" Sou bissexual. Acho natural gostar de homens e mulheres", disse ela à publicação.

Sem querer ser uma espécie de ícone ou líder de qualquer movimento, Ana Carolina fez questão de deixar sua posição bem clara.

"Sou contra essa postura de levantar bandeiras para defender o homossexualismo, pois fica parecendo que ser gay é uma doença".

"Posso até estar saindo com uma mulher mas, se eu me apaixonar por um homem e decidir casar com ele na igreja, de véu e grinalda, ninguém vai impedir", completou.

Maiores informações: (71) 9989 4748 – 3322 2552 – 3321 1848”.


 


Voltar

  __________________________________________________________________________________________________________
  Grupo Gay da Bahia - GGB
Rua Frei Vicente, 24 - Pelourinho - Caixa Postal 2552
CEP 40.022-260. Salvador / Bahia / Brasil 
Tel.: (71) 321-1848 / 322-2552 / 322-2176
Fax: 322-3782
 
__________________________________________________________________________________________________________

         © 2003, Todos os direitos reservados, Grupo Gay da Bahia