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Brasileiro tem preconceito com gays

Cerca de 1/3 dos entrevistados em pesquisa revelam que se afastariam de amigo se descobrissem sua homossexualidade
RENATA MEDEIROS, Jornal O Tempo, MG



"Pessoas dizem aceitar a homossexualidade, mas aceitam só a do vizinho, a do cabeleireiro, a do artista. Quando é com um ente próximo, o discurso muda. Isso mostra como é grande o preconceito",diz.

 

A maior parada gay do mundo acontece no Brasil, em São Paulo. Em junho teremos a primeira Conferência Nacional GLBT. Por fatos como esses, pode-se dizer que, no Brasil a comunidade de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais (GLBT) ganhou espaço e conquistou vitórias. Entretanto, ainda existe uma grande barreira para ser vencida: o preconceito. De acordo com uma pesquisa realizada pela agência Nova S/B em parceria com o Ibope, o brasileiro enxerga vários tabus quando o assunto é a homossexualidade, mas não assume isso. Apesar de o estudo ter abordados vários outros temas, como, por exemplo, a aceitação da tortura como método interrogatório, o assunto homossexualidade ficou em evidência por ter apresentado o pior índice de rejeição entre os temas pesquisados.

Na pesquisa foram entrevistadas 1.400 pessoas e, dentre elas, 33% disseram que se afastariam de um amigo se descobrissem sua homossexualidade (confira quadro ao lado). Para o presidente do Movimento Gay de Minas (MGM), Oswaldo Braga, as pessoas ainda enxergam a orientação sexual dos GLBTs como uma "doença que se pode pegar". "O sentimento homofóbico em relação ao gay recai sobre a pessoa. O discurso é o seguinte: ‘Não vou andar com um gay porque senão vão achar que sou também’. Vivemos em uma sociedade hipócrita em que estamos preocupados com o que os outros vão pensar", diz.

Quando o assunto é o respeito em relação aos homossexuais a pesquisa calculou a incoerência nas respostas, ou seja, a diferença entre o valor teórico e o comportamento diante da situação prática. Dos entrevistados, 42% deram a si próprios notas 9 e 10, sendo 1 oposição total e 10 adesão total ao tema. Quando colocadas em prática, ficou provado que 54% das pessoas mereceram notas de 1 a 5, 33% de 6 a 8 e somente 10%, notas de 9 a 10.

O resultado da pesquisa também não surpreendeu Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia, para quem o preconceito no país ainda é muito grande e a maior causa dele é a falta de informação. Cerqueira critica a sociedade dizendo que no Brasil existe uma grande relação de hipocrisia. "Pessoas dizem aceitar a homossexualidade, mas aceitam só a do vizinho, a do cabeleireiro, a do artista. Quando é com um ente próximo, o discurso muda. Isso mostra como é grande o preconceito", comenta, lembrando que, segundo levantamento do GGB, nos últimos 20 anos mais de 2,8 mil homossexuais morreram tendo como motivo principal a homofobia.

Apesar disso, Oswaldo Braga comenta que o movimento GLBT já evoluiu bastante e que o preconceito, apesar de ser um problema, já foi maior. "Já conseguimos mudar a cabeça de muita gente. Temos muito mais espaço do que tínhamos há dez anos. Mas ainda faltam muitos passos para dar. Não chegamos naquilo que gostaríamos", alega.

Já o fundador do GGB, Luiz Mott, diz que o grupo propõe três metas para a luta contra a homofobia no Brasil. A primeira seria a criação de leis severas que punam a discriminação contra o homossexual. A segunda, a educação sexual em todos os níveis escolares com ênfase ao respeito à escolha de cada um e, por último, o próprio grupo GLBT precisaria "sair do armário e defender suas cidadania integral".Publicado em: 15/03/2008

 

 

 


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