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Carnaval 2010
Observatório da discriminação racial discute gênero e homofobia no carnaval de 2010
Por Redação

 

Palestrantes Marcelo Cerqueira, Jaqueline Araujo (SPM) e Lidinalva Santana (CMCN). Abaixo Secretário Ailton Santos

 

SALVADOR, 30/01/10 - O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB) professor Marcelo Cerqueira foi o convidado do debate promovido pela Secretaria da Reparação da Prefeitura Municipal de Salvador sobre a inclusão do gênero e homofobia no Observatório da Discriminação Racial durante o carnaval 2010. A iniciativa visa capacitar os servidores que irão trabalhar recebendo essa demanda durante os dias de carnaval. O debate ocorreu no auditório da Secretaria Municipal da Fazenda na ultima quinta, 28.

O professor falou sobre os atos de violência mais freqüentes contra homossexuais durante a folia, sobre a possível desqualificação dos gays através de blocos carnavalescos com temas homossexuais e finalmente a discriminação dos homossexuais através de músicas, gestos e imagens.

Na opinião do professor alguns blocos de travestidos podem ocasionalmente, mas não de forma intencional desqualificar homossexuais.  Para o professor “O carnaval é uma grande brincadeira, não tem uma intenção maior de agredir ou desqualificar grupos ou segmentos sociais”, disse indicando que essa brincadeira não é necessariamente com homossexuais, mas sim com o imaginário feminino que é bem mais fascinante para os homens e isso inclui homossexuais também. “Quando eles se vestem de mulher em tese não visa à desqualificação da mulher tornando-se uma grande brincadeira sem essa intenção de ferir, como acontece com o baba do vinho, por ocasião da Quaresma”, afirma.  “Os homens adoram e é uma maneira de se aproveitar da putaria do carnaval tornando-se um momento para pegar mulher e também de homem pegar homem”, conclui.  Eles se vestem de mulher para brincar e por outros motivos ligados a festa e a cultura pagã do carnaval. Alguns homens realmente gostam de se maquiar nesse momento, ficar com um rostinho feminino, usar calcinha, bustier, como canta a rainha do Axé Daniela Mercury, “Tudo é normal, é carnaval”.

Ainda por ocasião do tema Cerqueira criticou a mudança do foco do carnaval que deixou de ser uma festa popular onde havia presença visível dos homossexuais, fantasiados travestidos e com manifestações espontâneas, que não existe mais nos dias atuais. Ele também pontuou que a violência é algo endêmico e nessa ocasião onde as emoções estão mais a flor da pele ela pode acontecer com homossexuais o Observatório deve estar atendo para esse ponto também.

Representantes da Secretaria de Política para as Mulheres (SPM), Conselho Municipal da Comunidade Negra (CMCN) também deram a sua contribuição para o debate nos aspectos de gênero e imaginário das músicas executadas pelos grupos de pagode na Bahia. A professora Jaqueline Araújo da SPM distribuiu letras de musicas e solicitou que as pessoas fizessem a leitura das mesmas. Lindinalva Santana, enfatizou na sua fala a importância de se ter dados sobre a violência racial e de gênero para poder gerar políticas publicas de proteção as comunidades. O debate contou com a presença do secretário Ailton dos Santos Ferreira.

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