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Padre de Murici é encontrado morto em Maceió - Guimarães estava desaparecido desde quinta-feira logo após reunião do Clero Original da Gazetaweb de Alagoas por Douglas Lopes e Dulce Melo 8/11/09 20hs
O corpo do padre Hidalberto Henrique Guimarães, foi liberado na manhã deste domingo (08), do Instituto Médico Legal (IML) e levado para Murici, onde será velado até a manhã desta segunda-feira (09). Centenas de pessoas participaram de uma missa de corpo presente.
A informação é de que amanhã´, por volta das 8h, o Alto Clero se destine à cidade para mais uma missa e a remoção, em cortejo, até o cemitério de São José, no bairro Trapiche, em Maceió, onde será sepultado. O padre Hidalberto Henrique Guimarães,48 anos, pároco da cidade de Murici, distante 54 quilômetros de Maceió, que estava desaparecido desde a última quinta-feira logo após reunião do Clero, foi encontrado morto, em estado inicial de decomposição, em sua residência, na rua Jurema, n° 90, próximo a avenida principal do Aeroclube em Maceió, no bairro Tabuleiro do Martins, na noite deste sábado (07). Ele foi esfaqueado e também sofreu golpes a pauladas. Segundo as primeiras informações, na casa foram encontradas marcas de sangue na parede e muito sangue no chão da sala e da cozinha. Os móveis também estavam revirados. O padre celebraria uma missa na cidade de Branquinha, na noite deste sábado (07),às 19h, e não compareceu. Segundo um afilhado do padre, de nome não repassado, ficou preocupado e se dirigiu até a residência à procura de informações. Chegando lá, chamou e não foi atendido, entrou no imóvel e avistou sangue e o corpo do padre no chão da cozinha. Perícia Os peritos disseram que no corpo do padre Guimarães havia muitas perfurações, concentradas nas regiões abdominal e torácica, além de outras na cabeça, coxa e braços. Os assassinos também teriam tentado decapitar o sacerdote. Havia no chão vestígios de que o padre tentava se firmar, enquanto era puxado, e as marcas encontradas na parede seriam de suas mãos, pelas digitais colhidas. A perícia também disse que, nitidamente, tinha na casa marcas de pisadas de duas pessoas, uma calçando sandálias e outra calçando tênis. Não há marcas de arrombamento no imóvel, tampouco de fuga pelo quintal. Pelos primeiros levantamentos, a porta da frente foi aberta e fechada com a chave que foi encontrada jogada na área, como se os criminosos tivessem arremessado após deixarem o imóvel. Um pedaço de pau sujo de sangue e a faca também foram encontrados, sendo o cabo da faca em um local e a parte cortante em outro.Os peritos também falaram, ainda extra-oficialmente, que o crime deve ter ocorrido na sexta-feira e o padre estaria morto há menos de 24 horas. Apesar do forte odor no local, os profissionais explicaram que era consequência do grande volume de sangue existente. Polícia Civil Extra-oficialmente, por conta de alguns indícios, a Polícia Civil deve descartar a possibilidade de assalto. Especula-se que os possíveis criminosos sejam pessoas próximas, por conta de algumas evidências. Na cozinha, foram encontradas sacolas caracterizadas com a logomarca de um hiper mercado instalado nas proximidades e também a nota fiscal datada de 06/11/09, o que confirma que nesta sexta-feira, naquele horário, o padre havia feito compras. Desde o início, o delegado Marcílio Barenco, delegado-geral de Polícia Civil do Estado, afirmou ter identificado várias pegadas na parte interna da casa, o que levantou a suspeita da participação de mais de uma pessoa no ato criminoso. Segundo o delegado José Edson, pelas primeiras avaliações, os criminosos se lavaram e também lavaram as mãos antes de deixar a casa do padre Guimarães. O Arcebispo de Maceió, demonstrou perplexidade diante do fato. "Estamos perplexos, não somente o clero, mas toda a sociedade alagoana", disse. O secretário de Segurança Pública de Alagoas, Paulo Rubim, não quis tecer comentários e disse preferir que o delegado Robervaldo Davino se pronunciasse quando achar necessário, já que a ele caberá a investigação. Para o local do crime foram muitos sacerdotes, entre eles o vigário geral, padre José Augusto, e esteve até a remoção do corpo o arcebispo metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz. Também foram até a cena do crime o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, os delegados Marcílio Barenco e José Edson, geral e geral adjunto da Polícia Civil,respectivamente, o comandante da Polícia Militar, coronel Dalmo Sena, o governador Teotonio Vilela Filho, o diretor da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), delegado Paulo Cerqueira, o diretor do IML, médico Kléber Santana, policiais civis da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico, do Tigre, policiais militares do 5º Batalhão, o prefeito de Murici, Renan Filho, além de vários amigos da vítima. Ordenação Hidalbeto Henrique Guimarães, ordenou-se padre na Igreja de São José, no bairro Trapiche da Barra, em Maceió, no dia 14 de dezembro de 1992 e ultimamente era o pároco da Matriz de Nossa Senhora das Graças em Murici. Ele também se formou recentemente em jornalismo. Sepultamento Para que os católicos de Murici, onde o padre era pároco, possam se despedir, o arcebispo Dom Antônio Muniz decidiu, após entendimento com vários padres, que o corpo da vítima será velado naquela cidade, neste domingo (08) e, logo após, retorna para o sepultamento no cemitério São José, no bairro Trapiche da Barra, previsto para ocorrer na manhã da segunda-feira (09).
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