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3ª Parada do Orgulho Gay

50 MIL GLS NA PARADA GAY DA BAHIA
Marcelo Cerqueira
Presidente do GGB e Coordenador da Parada Gay da Bahia

As paradas gays são manifestações populares de altíssimo risco, pois dependem do bom tempo para seu sucesso e a 3ª Parada Gay da Bahia por pouco não foi vítima de São Pedro, quando uma chuva torrencial dispersou milhares de pessoas que se oncentravam no Campo Grande desde o começo da tarde de domingo, 6 de junho. Marcelo Cerqueira, Presidente do Grupo Gay da Bahia e coordenador da Parada, apesar da chuva, às 4hs fez sua abertura oficial, dando a palavra à Reitora da Universidade Estadual da Bahia, madrinha política do evento. Depois falou o representante do Ministério da Cultura, o ator Sérgio Mamberti, ambos salientando a importância do respeito à liberdade e à diversidade. Seguiu-se a coroação da Madrinha festiva, a cantora Simone Sampaio, que ao começar a cantar, já com o fim da chuva, levou a multidão ao delírio. Uma bandeira de 40 metros do arco-íris abriu o cortejo, ladeada por duas figurantes montadas a cavalo: um gay vestido de Maria Quitéria, a heroína baiana das guerras da Independência (que
travestida de homem se alistou com o nome de Soldado Medeiros) e o outro fantasiado de Maria Bonita, ambos montados em cavalos revestidos com a bandeira do Brasil e da Bahia. Foram aplaudidos estrondosamente pela multidão estacionada nas calçadas da Avenida Sete.

Os seis trios elétricos que animaram a parada atraíram multidões ao seu redor: o cálculo da PM, de 20 mil participantes, pecou pelo pessimismo. Para quem subiu em cima de todos os trios, (coisa que a policia não fez!), sem ufanismo nem exagero, calculou em 50 mil o número de GLS. O jornalista André Fischer, que assina a coluna gay na Folha de São Paulo e diretor da MixBrasil, chegou a estimar em 60-70 a multidão que freneticamente dançava atrás dos seis trios elétricos.

Polêmica sobre os números à parte, o certo é por seis horas consecutivas, das 16hs às 22hs, a multidão presente na 3ª Parada Gay da Bahia fez tremer as ruas do centro de Salvador. Além de Simone Sampaio, cantaram levando a galera ao delírio, Carla Cristina no Trio do Gapa, Mariene de Castro e J.Veloso, Nau da banda Nosso Balanço, Nana Meireles, Alóbenede, Michele Marinzi, Petra Adriani, Viva Varjão, entre outros. Cada trio com sua multidão vibrando ao som de dance music, axé, samba, chula, pagode, reggae. “Nunca vi tanto homem dando beijo na boca de outro homem, em plena rua, como nesta parada!”, disse Cristiane Moreira, responsável pela logística do evento. “E as lésbicas então! De mãos dadas, abraçadas, se beijando com alegria e liberdade!”
Este aliás, é um dos objetivos deste evento. Segundo Luiz Mott, “as paradas gays, mesmo que a mídia e muitos participantes se liguem sobretudo em seu lado festivo, carnavalesco, elas têm grande significado político: durante todo o trajeto, em todos os trios elétricos, eram repetidas palavras de ordem de cunho político: É legal ser homossexual! Camisinha sim, Aids não! Salvador é gay! Mais ainda: as paradas servem de espaço para milhares de gays e lésbicas saírem do armário pela primeira vez, tendo orgulho de afirmarem sua identidade homossexual e andarem de mãos dadas e beijarem publicamente sua cara metade.”

Outro aspecto da importância política das paradas é salientado pelo seu coordenador, Marcelo Cerqueira: “As paradas cumprem o que a sociologia das massas chama de ‘visibilidade massiva’: mesmo com toda irreverência, nudez e frenesi, o povo GLTB (gays, lésbicas, transgêneros e bissexuais), apoiados pelos Simpatizantes (e não necessariamente “suspeitos” como dizem as más línguas!), demonstram ao governo, à população em geral e sobretudo aos “antipatizantes”, os chamados “homofóbicos”, que somos milhões e estamos em toda parte! E que o povo gay também tem direitos à cidadania plena. Ações afirmativas também para os homossexuais!”

Agora os gays torcem para que se repita o mesmo sucesso nas demais paradas
gays programadas para o interior da Bahia: 12 de junho em Itabuna, 4 de Julho Feira em de Santana, 18 de julho, Camaçari e 25 de julho, Juazeiro. Um ônibus especial levará 40 gays e lésbicas no próximo fim de semana para participar da Parada de Itabuna, a primeira a se realizar no sul do Estado. Completa Luiz Mott: “Desejamos, sobretudo, que toda esta alegria e afirmação homossexual não se limitem à parada: que o ano inteiro o povo gay tenha orgulho de afirmar sua identidade e que a sociedade baiana respeite os membros da tribo do arco-íris. Afinal, só queremos amar! E como diz o poeta, “qualquer maneira de amar vale a pena!”

 


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