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O sucesso da Parada Gay: A irreverência e alegria do arco-íris
Uma tarde e noite de muita descontração, plumas e paetês, sensualidade e deboche

"Aos gritos de “Salvador é gay! ” entoados do alto do trio elétrico pelo antropólogo Luiz Mott, do Campo Grande à Praça Castro Alves, Salvador parou na IV Parada do Orgulho Gay de Salvador, a manifestação mais irreverente da cidade que, ao que parece, entrou definitivamente para o calendário festivo da capital. Mais de 250 mil pessoas acompanharam o desfile, uma manifestação descontraída que proporcionou um ar de tarde carnavalesca às ruas coloridas do centro. “Não tem um motivo que justifique proibir gays e lésbicas de se casarem. Cada uma na sua e todos numa boa”. As palavras do ex-presidente do Grupo Gay da Bahia, que está completando 25 anos de fundação, davam o tom do desfile e provocava uma vibração coletiva de pura alegria. ”Este é um ambiente de respeito e paz Muita gente aqui ainda não tinha nascido e nós já estávamos lutando contra o preconceito, por que uma vez, aqui em Salvador, se publicou no jornal: "mantenha Salvador limpa, mate uma bicha todo dia. Que vergonha!”, enfatizou para em seguida ser aplaudido pela multidão.

- Esta é a parada da liberdade e do respeito. Nós não queremos nem menos nem mais. Queremos direitos iguais. É legal. ser homossexual". As palavras de ordem continuam ecoando ao longo do desfile, que trazia à frente a bandeira de 40 metros do Orgulho Gay. “Essa multidão que está aqui não conseguiu botar um candidato na Câmara de Vereadores. Temos que ter poder. A Bahia é gay!!!”, repetia Luiz Mott. - Faixas de apoio ao movimento, fanfarra, oito trios elétricos, cartazes exibindo a suástica, símbolo da Alemanha nazista, como protesto contra a discriminação sexual sofrida por um funcionário gay de um banco multado em R$1 milhão , e a presença irreverente de dezenas de transformistas com suas roupas coloridas, brilhantes e ousadas, fizeram da IV Parada Gay da Bahia um acontecimento único.

O ex-BBB, Jean Wyllis, chegou ao Campo Grande sob forte segurança e logo se acomodou no primeiro trio elétrico de onde sorria e acenava para o público. O estilista e apresentador Di Paula observava o movimento no local e, enquanto se preparava para também participar do desfile, comentou: “Eu sou do tempo que tudo isso era proibido. Hoje é uma vitória, um caminho aberto, uma conquista. Temos o direito a liberdade sexual, afinal pagamos os mesmos impostos”. No meio da multidão, o artista plástico Maurício Martins, 39 anos, vestido de “Cruela”, a personagem malvada do filme “Os Dálmatas”, desfilava levando uma cadela da raça e exibindo um grande senso de humor, arrancando aplausos e solicitações para fotografias por onde passava. “Na verdade isso não é apenas uma brincadeira, mas também uma coisa séria por que a idéia é que a igualdade seja para todos”, declarou. Um outro travesti, um bancário aposentado que preferiu não se identificar, dizia ser a vaca maluca à procura do boi bandido e chamava atenção. O clima descontraído e irreverente marcava a realização da Parada Gay a mais importante do Brasil depois das do Rio e São Paulo. Tribuna da Bahia, 5 de setembro de 2005 , Nelson Rocha)

Veja mais fotos da Parada

 

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