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Professor desaparece na Ilha do Amor
O paraibano João Moreira Batista, 42, não foi visto desde o dia 30 de junho
VÍTIMA estava com um amigo na praia e foram expulsos por um vigilante.
Bombeiros fizeram buscas na área
Isabelle Costa Lima
Um simples passeio de férias resultou no desaparecimento de um teólogo e
professor de arte paraibano. João Moreira Batista, 42, foi visto pela última
vez no dia 30 de junho. O educador, natural de Passagem, Paraíba, costumava
passar o período de licença do trabalho na casa de amigos em Boa Viagem e,
há dois finais de semana, teria decidido ir à praia da Ilha do Amor, uma
área privada, em Jaboatão dos Guararapes, na companhia de um conhecido.
Desde então, parentes e pessoas próximas do docente não mais tiveram
notícias do seu paradeiro.
O rapaz, o qual esteve com João Batista e cujo nome não quis revelar, disse
que ambos foram abordados por um vigilante da propriedade, durante o trajeto
de volta. O homem, conhecido como Galego, teria ameaçado e agredido
verbalmente a dupla.
"Um barqueiro disse para a gente cortar caminho, pelo coqueiral, na volta do
passeio. A praia não faz parte da propriedade privada, porém sabíamos que a
área cercada fazia. Mesmo assim, como estávamos cansados, decidimos fazer o
percurso", explicou J.B.S., 19 anos. Nesse momento, a dupla teria sido
impedida pelo vigilante de dar seqüência ao trajeto. Ambos teriam sido
xingados com frases racistas. Segundo o jovem, João ainda teria tentado
responder aos insultos do segurança. "Foi quando tive que forcá-lo a
voltar", acrescentou. Conforme o relato do amigo do professor, ao chegar no
barco, o educador teria dado pela falta dos óculos e, por isso, teria
retornado à praia.
"Ainda disse que era perigoso e que podíamos ser agredidos. Mas ele não me
escutou". J.B.S informou ter ligado, neste momento, para o cabeleireiro
Edvaldo Evangelista da Costa, 37, amigo de João Batista há 17 anos e o qual
estava hospedando o docente. ele teria orientado o jovem a voltar para
buscar o educador. No retorno, o acompanhante do paraibano viu duas pessoas
brigando. "Uma delas estava com uma camisa branca e João estava com uma
camisa de mesma cor. Com medo, voltei no meio do caminho", lembrou o rapaz.
De acordo com o sobrinho do professor, o motorista Maxwell de Souza
Ferreira, 28, que veio ao Recife para acompanhar as investigações do caso, o
parente não teria motivos para desaparecer. "Ele é bem sucedido, ensina na
rede municipal de duas cidades e tem um cargo público. Espero que não tenha
acontecido o pior", lamentou.
A ocorrência, registrada dois dias após a data de desaparecimento, está
sendo investigada pela Delegacia de Piedade. Segundo a delegada, Lenise
Valentim, que solicitou ao Corpo de Bombeiros (CB) a realização de buscas na
Ilha do amor e praias vizinhas, todas a hipóteses estão sendo levadas em
conta. Dez pessoas já foram inquiridas sobre o ocorrido, inclusive, o
vigilante da área privada. Durante toda a tarde de ontem, mergulhadores do
CB realizaram trabalhos, mas nada foi encontrado. Recife, PE, 10/07/2007 -
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