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Parada Gay sem patrocínio da iniciativa privada

Mesmo com o aumento do poder de consumo empresas se negam apoiar causa gay e apoio acaba vindo sempre dos governos que estão mais sensibilizados com o dilema

Apesar do aumento considerável do poder de consumo dos homossexuais os eventos que levam a bandeira da causa gay ainda enfrentam grande dificuldade em conseguir sensibilizar a iniciativa privada, bens tradicionais e de consumo, para investir dinheiro e associar suas marcas a este estilo de vida. Esta declaração é de Marcelo Cerqueira, Presidente do Grupo Gay da Bahia e coordenador Executivo da Parada Gay da Bahia, que acontece no dia 4 de setembro em Salvador. Desde a primeira Parada Gay que buscamos apoio da iniciativa privada, enviando projetos para eventos específicos, mas as negativas são as mesmas, algumas empresas afirmam que não tem serviços para esse público, ao exemplo de Cervejarias, Companhia Telefônicas, Celulares e montadoras de automóveis etc. “Essa negação é preconceito. Cervejarias e empresas de celulares, por exemplo, apóiam até batizado de boneca, mas são contumazes em negar apoio para as paradas”, afirma. “Este ano desistimos de procurar, porque o trabalho estava sendo em vão”, conclui Cerqueira. Para a realização de eventos como Parada Gay o patrocínio vem sempre dos governos, ao exemplo do Governo da Bahia, Ministério da Saúde, Cultura e Prefeitura. A prefeitura de Salvador botou uma tropa de secretarias para ajudar com serviços e apoio logístico ao evento; SESP, SUCOM, SET, Emtursa, Comunicação Social e Sub Secretaria de Assuntos Comunitários.

Não existe dados do IBGE para identificar quanto de fato constituem os homossexuais no Brasil, mas de acordo com o Relatório Kinsey, - um estudo feito nos Estados Unidos, anos 40 – estima-se que a população seja constituída por cerca de 10% de indivíduos constituindo-se aproximadamente 18 milhões de pessoas em todo o Brasil. Somente em Salvador estima-se 250 mil pessoas, população de 2,5 milhões. O segmento representa um potencial de mercado com excelente aquisitivo e nível cultural acima da média geral. Considerando a capital de São Paulo, uma pesquisa do UNIP/SP, 1999, revelou que; 34,06 % pertencem a classe A, 50% a classe B e 15,95 a classe C. 92% costuma a viajar, 63% tem assinatura de um jornal de grande circulação, 91% lêem revistas, 31% afirmaram possuir cartão de crédito. O consumidor homossexual tem perfil diferente, pois em muitas vezes só estabelece relação com o produto, quando este oferece um valor social acrescido na mercadoria ou no serviço.


Quatro anos depois uma outra pesquisa encomendada ao IBOP pelo Ministério da Saúde constatou o perfil do segmento homossexual, entrevistando 1. 200 pessoas, por ocasião da Parada de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, constatou em linhas gerais que homossexuais tem um perfil bem definido, como segue; Capacidade de consumo, nível sócio-econômico e cultural acima da média da população, representando importante nicho de mercado . Gerador de opinião; Ávido por cultura e entretenimento de qualidade e alternativo; Atraídos pela vanguarda, movido e entusiasmado com os eventos; Altamente fiel ás empresas das quais compram serviços e/ou produtos.RAÇA/COR Cor 57% brancos, 11% negros mulato/pardo/moreno 32% ,CRITÉRIO ECONÔMICO Classe A/B 48% Classe C 35% Classe D/E 18 IDADE Até 24 anos 47% Mais que 24 anos 53% INSTRUÇÃO Até 8 série do ensino fundamental 16% Ensino médio 48% Superior 35% RENDA Até 2 salários mínimos 15% Mais de 2 a 5 SM 27% Mais de 5 a 10 SM 23% Mais de 10 a 20 SM 20% TRABALHO Período integral 60% Meio período 20% Não trabalha 19%. População considerável e grande nicho econômico, por ter renda concentrada e ser consumidor requintado e ávido por produtos bons e duradouros.

Origem das Paradas do Orgulho Gay no mundo - Numa histórica noite de 28 de junho de 1969, freqüentadores do bar Stonewall Inn, em Greenwich Village, conhecido bairro gay de Nova Iorque, reagiram á polícia local, dando um basta a violência, exploração, humilhações discriminações e preconceitos a que vinham sendo submetidos. Um grupo de militantes da “Front of Liberation Gay end Lesbian” de Nova Iorque, propôs na revista “Come Out” que a data fosse reconhecida como o Dia do Orgulho Gay. Desde então, a data é lembrada e festejada no mundo inteiro.


Nessa data, além de demonstrar seu orgulho, os homossexuais aproveitam solicitar direitos iguais publicamente. Milhares de pessoas saem ás ruas das cidades em grandes passeatas. Num clima de verdadeira festa, as Paradas do Orgulho são alegres, coloridas e muito simpáticas. As paradas são celebradas em todas as cidades do mundo. No Brasil data de 1985, o GGB vem realizando este evento, em forma de atividades de pensamento, seminários, debates e ações pequenas e pontuais. São Paulo tornou-se a principal Parada do Brasil, em 2001 uma multidão de 250 mil pessoas.

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