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Reunião de cúpulas
Editoria local
SALVADOR, 15/12/08 - Aproveitando a realização das Cúpulas de Integração e Desenvolvimento da América Latina e Caribe e da União de Nações Sul-Americanas, o Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgou nesta segunda-feira (15) uma nota pública denunciando assassinatos de homossexuais no continente. De acordo com a nota, os militantes exigem políticas públicas em todo continente que garantam a cidadania plena e igualdade de direitos à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais). Segundo o GGB, a mais antiga ONG/Homossexual do Brasil, a cada dia um gay, travesti ou lésbica é assassinado nesta região, vítimas da homofobia. Luiz Mott, fundador do GGB, ressalta que “até novembro de 2008, já foram documentados 165 homicídios de gays e travestis no Brasil. Contando os crimes dos outros 44 países da região, com certeza, deve ultrapassar 365 execuções, um por dia.” Conforme a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) “a América Latina e Marcelo Cerqueira, presidente do GGB, os únicos chefes de estado De acordo com levantamento da Anistia Internacional, onze países ainda tratam a homossexualidade como crime: na América do Sul, a Guiana; na América Central, Belize; no Caribe: Antígua e Barbuda, Barbados, Dominica, Granada, Jamaica, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, e Trinidad e Tobago, todos são ex-colônias britânicas, que mantêm o mesmo código penal vitoriano. DENÚNCIAS – Ainda segundo a nota do GGB, em diversos países do continente há violação dos direitos dos homossexuais. Na Jamaica famosos cantores de reggae pregam abertamente o massacre dos gays; lideranças lésbicas e gays foram barbaramente assassinadas no México e Caribe; bispos e pastores em toda América Latina usam dos púlpitos e programas de televisão para condenar e tirar o demônio do corpo de homossexuais; os governos negligenciam campanhas de prevenção da Aids dirigidas à população gay; turistas gays são impedidos de visitar países do Caribe. O Grupo Gay da Bahia, a Associação de Travestis de Salvador e o Grupo 1) que defendam publicamente a cidadania plena e igualdade de direitos dos homossexuais; 2) que sejam abolidas todas as leis e posturas que discriminem ou criminalizem as lésbicas, gays, travestis e transexuais, tornando a homofobia crime com o mesmo status que o racismo; 3) que estimulem a aprovação e implementação de ações afirmativas visando o resgate da cidadania da população LGBT.
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