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Reunião de cúpulas

GGB denuncia morte de gays durante cúpula internacional
Editoria local


Luiz Mott, Grupo Gay da Bahia (GGB) protesto de alerta denunciando assassinatos de homossexuais durante encontro de Cúpulas na Bahia.

 

 

SALVADOR, 15/12/08 - Aproveitando a realização das Cúpulas de Integração e Desenvolvimento da América Latina e Caribe e da União de Nações Sul-Americanas, o Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgou nesta segunda-feira (15) uma nota pública denunciando assassinatos de homossexuais no continente.

De acordo com a nota, os militantes exigem políticas públicas em todo continente que garantam a cidadania plena e igualdade de direitos à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

Segundo o GGB, a mais antiga ONG/Homossexual do Brasil, a cada dia um gay, travesti ou lésbica é assassinado nesta região, vítimas da homofobia. Luiz Mott, fundador do GGB, ressalta que “até novembro de 2008, já foram documentados 165 homicídios de gays e travestis no Brasil. Contando os crimes dos outros 44 países da região, com certeza, deve ultrapassar 365 execuções, um por dia.”

Conforme a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) “a América Latina e
Caribe formam a região onde se comete o maior número de crimes homofóbicos
no mundo: mais de 2700 assassinatos no Brasil entre 1980 e 2005; mais de mil
no México nos últimos nove anos, e 50 na Argentina entre 1989 e 2004.”

Marcelo Cerqueira, presidente do GGB,  os únicos chefes de estado
latino-americanos a defenderem  publicamente os direitos dos homossexuais
são o Presidente Lula, a Presidenta do Chile Michelle Bachelet e o do Equador, Rafael Correa, que ao defender a união civil homossexual disse 'temos de reconhecer a dignidade de todas as pessoas, sem discriminação baseada em raça, sexo e orientação sexual.” O Presidente Lula, ao abrir a 1ª Conferencia LGBT do Brasil, em junho passado em Brasilia, declarou: “Precisa criar no Brasil o Dia Nacional da Hipocrisia para vencer o preconceito, a doença mais impregnada na cabeça do ser humano”.

De acordo com levantamento da Anistia Internacional, onze países ainda tratam a homossexualidade como crime: na América do Sul, a Guiana; na América Central,  Belize; no Caribe:  Antígua e Barbuda, Barbados, Dominica, Granada, Jamaica, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, e Trinidad e Tobago, todos são ex-colônias britânicas, que mantêm o mesmo código penal vitoriano.

DENÚNCIAS – Ainda segundo a nota do GGB, em diversos países do continente há violação dos direitos dos homossexuais. Na Jamaica famosos cantores de reggae pregam abertamente o  massacre dos gays; lideranças lésbicas e gays foram barbaramente assassinadas no México e Caribe; bispos e pastores em toda América Latina usam dos púlpitos e programas de televisão para condenar e tirar o demônio do corpo de homossexuais; os governos negligenciam campanhas de prevenção da Aids dirigidas à população gay; turistas gays são impedidos de visitar países do Caribe.

O Grupo Gay da Bahia, a  Associação de Travestis de Salvador e o Grupo
Palavra de Mulher Lésbica e a ABGLT (Associação Brasileira de
Gays, Lésbicas e Travestis)  exigem  através da nota, três medidas imediatas por parte dos presidentes e chanceleres de todos os países presentes na Cúpulas de
Integração e Desenvolvimento da América Latina e Caribe e da União de Nações
Sul-Americanas:

 1) que defendam publicamente a cidadania plena e igualdade de direitos dos homossexuais;

2) que sejam abolidas todas as leis e posturas que discriminem ou criminalizem as lésbicas, gays, travestis e transexuais, tornando a homofobia crime com o mesmo status que o racismo;

3) que estimulem a aprovação e implementação de ações afirmativas visando o resgate da cidadania da população LGBT.

 

 

 


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