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Uma em cada mil doações está contaminada pelo virus do HIV

Emílio Sant"Anna - AE - 30/07/06

Mesmo com a aplicação do questionário identificando o perfil do doador de sangue - entre outras coisas sua orientação sexual -, uma em cada mil doações responde positivamente aos exames de HIV, segundo dados da Fundação Pró-Sangue, maior hemocentro latino-americano, que atende 128 hospitais da região metropolitana de São Paulo. O índice é considerado alto. Nos EUA por exemplo, esse número é de uma para cada 15 mil doações.

A liminar concedida pelo juiz Márcio Braga Magalhães, da 2ª Vara Federal do Piauí, que derruba a proibição aos homossexuais de doarem sangue, tem 30 dias para ser cumprida e estabelece R$ 1 mil de multa diária em caso de atraso ou não cumprimento.

A decisão causou polêmica. A Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH) estuda entrar com um recurso contra a liminar. Para o diretor do banco de sangue do Hospital Sírio Libanês, Silvano Wendel, a decisão da Justiça Federal que obriga a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a orientar os hemocentros de todo o país a não aplicar as questões que identifiquem a orientação sexual dos doadores vai na contra-mão da prevenção. "A partir do momento em que se retira uma importante ferramenta de proteção, estamos aumentando o risco para os receptores".

Segundo Wendel, a resolução da Anvisa em vigor não é discriminatória. Ele lembra que a proibição aos homossexuais é de apenas um ano. "Nos EUA qualquer homem que teve relações homossexuais desde 1977 está indefinidamente proibido de doar sangue". Para ele a legislação brasileira evoluiu rapidamente. "Antes esse período era indeterminado".

Hoje apenas 5% das doações são testadas com o NAT, exame de biologia molecular que detecta o DNA do vírus HIV. Para Wendel essa é mais uma prova da necessidade da aplicação de perguntas que identifiquem a orientação sexual dos doadores. Enquanto não expira o prazo -de um mês - continua valendo a resolução nº 153/2004, da Anvisa.

 

 


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