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Representantes de 19 países da América do Sul ( Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela ), América Central ( Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e Belize ) e Caribe Espanhol ( Cuba e República Dominicana ) se reúnem em Brasília de 12 a 14 de janeiro para traçar estratégias de acesso universal a medicamentos anti-retrovirais e a insumos de prevenção contra as DST/aids na região.
Os resultados das discussões serão apresentados na Assembléia Geral das Nações Unidas em maio de 2006. São esperados 80 representantes de governo, sociedade civil, redes comunitárias, organismos e agências internacionais da América Latina e do Caribe espanhol. A reunião é coordenada pelo Grupo de Cooperação Técnica Horizontal (GCTH), em que o Brasil exerce o cargo de Secretaria Técnica.
Consulta regional: “Em direção ao acesso universal à prevenção do HIV e tratamento da aids na América Latina e Caribe Espanhol”.
Coletiva de imprensa
Data: 12/01
Hora: 11h
Local : Hotel Naoum Plaza, Setor Hoteleiro Sul, quadra 5, bloco H, Asa Sul, Brasília-DF.
Agência Saúde
Mais Informações
Assessoria de Imprensa do Programa Nacional de DST e Aids
Tel: (61) 3448-8088/ 8100
Fax: (61) 3448-8090
E-mail: imprensa@aids.gov.br
Site: www.aids.gov.br |
Ator pornô contrai HIV e paralisa indústria
pornográfica da Califórnia
Por Gina Keating
LOS ANGELES (Reuters) - A indústria pornográfica
multibilionária da Califórnia ficou virtualmente paralisada
na quinta-feira, depois que o teste de HIV de um popular ator deu positivo.
Segundo uma médica, o ator pode ter contraído o vírus
da Aids quando filmava no Brasil em um set "sem preservativo".
Os advogados da indústria imediatamente pediram
uma moratória de 60 dias nas filmagens para que outros atores pudessem
ser testados.
O ator Darren James descobriu que era soropositivo na
quarta-feira, em testes conduzidos rotineiramente nos 1200 atores regulares
da indústria pela Fundação de Saúde Médica
da Indústria Adulta (AIM, na sigla em inglês), informou a
médica da fundação Elizabeth Mitchell.
Mitchell disse que James pode ter contraído o vírus
há cerca de quatro semanas, quando filmava no Brasil em um set
"sem preservativo".
Os atores devem apresentar testes negativos para continuar
a trabalhar na indústria, disse Mitchell, acrescentando que apenas
cerca de 17 por cento dos atores usam preservativos.
James, o primeiro ator pornô a testar positivo para
o vírus da Aids desde 1999, fazia testes a cada três semanas
havia sete anos.
A indústria sediada em Los Angeles, que costuma
filmar de três a quatro filmes por dia, agora deve esperar 60 dias
para ver se o vírus mortal se espalhou para as 14 atrizes que mantiveram
relações sexuais com James na tela, ou para os 35 parceiros
sexuais que as mulheres tiveram.
Todos os atores que correm o risco de ter contraído
a doença foram colocados em quarentena até dia 8 de junho,
e Mitchell defendeu uma moratória nas filmagens até que
se descubra a extensão da infecção.
A ex-atriz pornô Jill Kelly, fundadora da Jill Kelly
Productions Holding Inc., disse que ela e a maior parte das outras produtoras
de filmes haviam suspendido as filmagens pelos próximos dois meses.
O adiamento de oito filmes "não vai trazer
muitos prejuízos" e pode ser remediado dobrando-se o cronograma,
segundo Kelly.
Ela disse que já sofreu uma quarentena em 1999
depois de trabalhar com o ator Tony Montana, que havia contraído
o vírus HIV e infectado várias colegas de trabalho.
"Eu estava limpa, mas foi assustador",
disse.
O diretor Corey Jordan, que usou James em sua série
"Baby Got Back", descreveu o diagnóstico do ator como
"um choque", mas previu que a indústria iria se recuperar.
"Na própria comunidade pornográfica,
toma-se cuidado com o HIV, no sentido de que garantimos que todos sejam
testados", disse. "Não se trata de dinheiro, mas do bem-estar
das pessoas."
Programa de aids da Bahia tem nova coordenadora
Numa cerimônia pública com a presença
de funcionários da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia
e militantes do movimento social da aids da Bahia, a assistente social
Edvânia Lanvin passou a ocupar a partir do dia
oito de março a função de Coordenadora Estadual do
Programa de Aids da Bahia em substituição à médica
infectologista Márcia Sampaio, que conduziu o programa por cerca
de cinco anos, que se afastou para dedicar-se a seu doutoramento.
A posse aconteceu na sede do Centro de Referência Estadual de Aids
(CREAIDS) localizado no Garcia, onde funciona a referida coordenação.
“Assumimos com o compromisso de oferecer uma melhor qualidade de
vida às pessoas portadoras do HIV na Bahia, disse Doutora Edvânia.
O médico infectologista e articulador do (CREAIDS), Roberto Badaró,
dedicou suas palavras de boas-vindas à nova coordenadora e felicitou
todas as mulheres presentes pelo Dia Internacional da Mulher, enfatizando
que” a luta contra a Aids é muito dinâmica, esperamos
nesse momento oxigenar o nosso trabalho com novas idéias “.
Com a saída de Márcia Sampaio, assumiu também o sanitarista
Nalton Menezes como diretor do Programa de Aids da Bahia, tendo a árdua
missão de acompanhar o Plano de Ações e Metas e articular
com a sociedade civil programas de atenção e assistência
às pessoas que vivem com a doença em todo o Estado”.
O desafio é reunir todas as parcerias de maneira que conjuntamente
possamos trabalhar ainda com mais eficiência “declarou. Usando
a palavra, o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, felicitou
a nova coordenadora, ao tempo que reafirmou a necessidade de se continuar
o diálogo com a sociedade civil de modo a dar mais agilidade aos
processos de descentralização”.
De acordo com dados da própria Coordenação de Aids,
a Bahia registra 5.600 casos de Aids, ocupando o sexto lugar no ranking
dos estados mais atingidos pela epidemia, desde 1983. O CREAIDS funciona
como centro de serviços que oferece gratuitamente tratamento em
Odontologia, Ginecologia, Pediatria, Hospital Dia e terapias ocupacionais
para as pessoas que vivem e convivem com a doença.
Brasil manda remédios para portadores do HIV na
América
Seguiu no inicio da segunda quinzena de março para
Colômbia, El Salvador, Paraguai e República Dominicana o
primeiro carregamento de remédios para aids que o governo brasileiro
está doando a 10 países da América Latina e Caribe,
num Programa de Cooperação Internacional (PCI) para ampliação
do acesso ao tratamento em todo o mundo.
Cada país irá tratar 100 pacientes com aids durante um ano,
com os remédios fabricados no Brasil. O lote que foi enviado para
os quatro países da América Latina é suficiente para
três meses. Nesse período, mais medicamentos são enviados,
até o cumprimento da meta. O Brasil estuda a possibilidade de prorrogar
a doação por mais tempo.Os dois primeiros países
a receber remédios do Brasil pelo PCI foram Bolívia e Moçambique,
que já iniciaram o tratamento dos 100 pacientes no final do ano
passado. Além dos remédios, o Brasil ofereceu também
assistência técnica a 40 profissionais de saúde dos
10 países, para monitoramento clínico dos pacientes.
Os outros países que serão beneficiados com o PCI são:
Quênia, Bukina Fasso, Namíbia e Burundi, cujos acordos foram
assinados no ano passado. Outros quatros países africanos - Angola,
São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Botsuana deverão
ser inseridos no programa ainda este ano. Com as doações
de remédios o Brasil quer mostrar que a solidariedade entre os
países é um dos caminhos para o controle da epidemia de
aids no mundo. Se cada país que oferece tratamento aos seus pacientes
seguir o exemplo do Brasil, a Organização Mundial de Saúde
poderá alcançar a meta de ampliar o acesso ao tratamento
de aids para pelo menos três milhões de pessoas até
2005.
Atualmente, apenas um milhão de pessoas vivendo com o HIV têm
o tratamento garantido em todo o mundo. Segundo o Unaids órgão
da ONU para o controle da epidemia mais de 40 milhões de pessoas
já têm o HIV. A maioria está na África e na
América Latina, onde apenas o Brasil oferece tratamento integral
e universal a todos os portadores.
Mais informações:
Assessoria de Imprensa do Programa Nacional de DST/Aids Márcia
Lage.
A Coordenação:
Eliane Izolan Christiane Dias Javier Martinez (61) 448-8100.
Programa Nacional de DST/Aids tem novo diretor-adjunto
Depois de seis anos e meio atuando como um dos articuladores
das ações do governo no combate a aids, o médico
psicanalista Raldo Bonifácio Costa Filho está deixando a
diretoria-adjunta do Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério
da Saúde. Raldo foi substituído, desde o dia (22 de dezembro)
pelo médico mineiro Roberto Brant Campos, atualmente o responsável
pela Unidade de Articulação com a Sociedade Civil e Direitos
Humanos (SCDH).
Raldo Bonifácio nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro, e
acompanha o problema da aids desde a década de 80, se destacando
na luta contra a epidemia no Grupo Pela Vidda/RJ e depois como presidente
do Grupo Pela Vidda, em Niterói (RJ), onde ficou até 1996.
No ano seguinte assumiu a Rede Nacional de DireitosHumanos em HIV/Aids,
do Ministério da Saúde. Em 2000 passou a ser diretor-adjunto
do Programa. A partir do ano que vem, Raldo vai continuar atuando no Programa
Nacional, como consultor.
.
O novo membro da diretoria do Programa tem 24 anos de experiência
em saúde pública no Brasil. Roberto Brant entrou para a
SCDH neste ano, depois de ter coordenado as atividades do projeto de assessoria
aos Programas de DST/AIDS e de Tuberculose no Brasil. Sempre desenvolveu
atividades em parceria com o Programa Nacional. Entre 1998 e 2001 foi
um dos responsáveis pela implementação do processo
de planejamento estratégico do Programa. É formado em Medicina
pela Universidade Federal de Minas Gerais.
Saúde consegue redução de preços
para nova droga antiaids
Acordo com laboratório vai permitir economia
de R$ 191 milhões no tratamento
O Ministério da Saúde inclui mais um medicamento
anti-retroviral no coquetel de aids com uma redução recorde
de preços. Depois de negociações, o governo brasileiro
firmou acordo com o laboratório Bristol-Myers Squibb e vai adquirir
o medicamento Atazanavir com um valor 76,4% menor do que o preço
praticado no mercado. Esta é a maior redução de preços
obtida pelo Brasil nas negociações com a indústria
farmacêutica
Nos
próximos meses, o medicamento começa a ser distribuído
pelo governo e passa a ser o 15º remédio do coquetel para
tratar a doença. No entendimento com o fabricante, o governo brasileiro
vai adquirir cada cápsula do Atazanavir ao preço de US$
3,25. Seu preço de fábrica atualmente é de US$ 13,80.
Com isso, serão economizados R$ 191 milhões.
O resultado das negociações está sendo
comemorado pelo Programa Nacional de DST/Aids, já que representa
uma nova forma de relacionamento entre governo e laboratórios,
demonstrando que é possível a incorporação
de insumos de saúde nos países em desenvolvimento, considerando
a realidade socioeconômica de cada País.
Estima-se que 8 mil pacientes deverão estar utilizando
o novo medicamento até o final de 2004. O medicamento vai facilitar
o tratamento em alguns pacientes, pois é o primeiro inibidor da
protease usado uma vez ao dia (duas cápsulas). O Atazanavir, cujo
nome comercial é Reyataz, não apresenta os efeitos colaterais
comuns desse grupo de medicamentos, como, por exemplo, aumento da taxa
de colesterol.
A indicação do uso do Atazanavir já
está definida no novo guia de tratamento para pacientes com aids
do Ministério da Saúde. O novo medicamento passa a ser mais
uma alternativa entre os inibidores de protease. Juntamente com o Lopinavir/ritonavir,
é a primeira indicação de tratamento para os pacientes
que necessitam dessa classe de anti-retrovirais. Com o benefício
de ser mais econômico, já que o tratamento/dia do Atazanavir
sai a US$ 6,50, enquanto que com o Lopinavir/ritonavir, custa US$ 8,88.
O governo brasileiro continua empenhado em conseguir a
redução de preços de outros remédios do coquetel.
Está havendo conversas com os laboratórios Merck Sharp &
Dhöme, fabricante do Efavirenz; Abbott, que produz o Lopinavir/ritonavir
e Roche, do Nelfinavir. Esses três medicamentos são responsáveis
por 63% dos gastos do Ministério da Saúde com medicamentos
para o tratamento do paciente com aids na rede pública..
Estresse emocional crônico
O homossexual já sofre desse mal desde
cedo. Saiba como minimizar esse problema.
João Pedrosa
Estresse é a reação do organismo
a uma tensão física ou psicológica. É uma
palavra de origem inglesa (stress), que significa tensão ou pressão.
No século 19, os engenheiros ingleses passaram a usar o termo “stress”
para designar a tensão resultante de uma força que, aplicada
a um corpo, pode quebrá-lo quando chega ao no seu ponto de ruptura.
Este conceito migrou da física à medicina quando o biólogo
canadense Hans Seyler passou a utilizá-lo para explicar o desequilíbrio
químico que acontece no organismo humano, diante de uma agressão
física ou psicológica.
Hoje
o tema estresse é largamente explorado pela mídia. Fala-se
do estresse no trabalho, nas grandes cidades etc., mas esquecem de falar
do estresse que a pessoa homossexual sofre desde muito cedo na sua vida.
O estresse agudo é aquele que se manifesta no cotidiano. Ele é
necessário para a existência da vida. Nele, ocorrem mudanças
psicofisiológicas rápidas no organismo, preparando-o para
enfrentar as situações do dia-a-dia, por exemplo: conflitos
no ambiente de trabalho, trânsito etc. Já o estresse crônico
permanece por um período prolongado na pessoa, desencadeando a
ansiedade, e tem um estressor bem definido. Estressor é a força
que produz a tensão e gera o estresse. No caso da pessoa gay, o
estressor é a reprovação sociofamiliar por ele ser
homossexual.
Desde sua infância, o homossexual recebe mensagens explícitas
e implícitas da sociedade e da família reprovando a homossexualidade.
Instala-se um grande conflito naquele pequeno ser, entre sua orientação
sexual e a pressão sociofamiliar. Este conflito, eu chamo de estresse
emocional crônico. É um tipo de estresse que pode acompanhar
a pessoa gay para o resto da sua vida.
O estresse emocional crônico leva a um desequilíbrio psicofisiológico
no homossexual, podendo desencadear problemas emocionais e físicos,
como: distúrbio de ansiedade, depressão, baixa auto-estima,
irritabilidade, falta de concentração, transtorno de personalidade,
disfunções sexuais, hipertensão, cardiopatia, dificuldades
gastrointestinais etc..
A prática clínica vem demonstrando que, na esfera psicológica,
o sintoma ansiedade está sempre presente. Por conta da pressão
social e de uma rejeição familiar muito severa, alguns homossexuais
poderão desenvolver algum transtorno de personalidade. Será
uma pessoa desequilibrada.
O homossexual que não sofreu severa violência física
ou emocional quando criança, poderá ter um bom nível
de equilíbrio emocional quando adulto. Ele ficará livre
de desenvolver algum transtorno de personalidade e não reforçará
o modelo incorreto de que todo gay é problemático.
O homossexual saudável e equilibrado existe. Nele, o estressor
ansiedade também se manifestará com um grau elevado, pelo
motivo da haver a reprovação sociofamiliar pelo fato de
ele ser gay. Para que ele possa manipular este estressor de forma correta,
é necessário que desenvolva mecanismo para não se
deixar consumir pela ansiedade gerada pelo fato de ser gay e ter uma vida
saudável.
O estresse emocional crônico na pessoa homossexual
diminui a sua expectativa de vida, fazendo que tenha uma sobrevida menor
do que o restante da população. A ansiedade e o estresse
debilitam o sistema imunológico, potencializando doenças.
Apesar das religiões e do pensamento social conservador insistir
em afirmar que todo homossexual é desajustado e infeliz, a vida
tem demonstrado o contrário: a homossexualidade pode dar certo,
vai depender muito da cabeça do homossexual.
Abaixo, relaciono pontos relevantes para minimizar o estresse
emocional crônico, para que o gay possa vivenciar sua homossexualidade
de forma saudável e com a auto-estima elevada:
1. Harmonizar-se com sua orientação sexual
homo, passando do estágio de rejeição para aceitação.
Viver a vida sem culpa ou vergonha. Necessitando, procurar ajuda de
um psicólogo que tenha visão progressista da homossexualidade.
2. Ter independência financeira e emprego, não
dependendo de ninguém.
3. Construir uma rede social de amigos gays e héteros
que não sejam homofóbicos.
4. Caso continue sendo rejeitado pelos pais, estabelecer
ligações com as pessoas que lhe sejam importantes e aceitem
a homossexualidade. Com estas pessoas, constituir uma nova família,
estabelecendo relações afetivas em substituição
à família biológica.
5. Ter uma vida social ativa.
6. Reunir periodicamente os amigos para festas e viagens.
7. Praticar algum tipo de lazer.
8. Praticar algum tipo de esporte ou atividade física.
9. Cuidar da alimentação, evitando excessos
de gorduras e doces. Ter uma dieta balanceada. Se possível, buscar
ajuda de um profissional da área alimentar
10. Ligar-se afetivamente a outro homem gay e construir
uma relação.
(João Pedrosa, colunista do site http://www.glx.com.br)
Ação educativa agita estação
de transbordo
Dezenas
de militantes do Grupo Gay da Bahia (GGB) realizaram ação
educativa na Estação da Lapa, em 1º/12, para marcar
o Dia Internacional de Luta contra a Aids em Salvador. A atividade agitou
a estação uma manifestação alegre com banda
de sopro e bonecos gigantes para alertar os usuários dos transportes
coletivos sobre a importância do uso de preservativos em todas as
relações sexuais.
Faixas e cartazes ensinavam a leitores atentos: “Ame
com cuidado”, “Use camisinha” e “Estigma e discriminação:
os sintomas mais dolorosos da aids”. Dez mil preservativos foram
distribuídos, juntamente com folhetos que incentivam o uso correto
da camisinha.
Após a manifestação, os militantes
seguiram para a Câmara Municipal de Salvador, onde aconteceu uma
sessão especial alusiva ao Dia Internacional de Luta contra a Aids,
com a participação de dezenas de entidades do Fórum
de Ongs/Aids da Bahia.
Trabalho contínuo
Nos últimos 20 anos, o GGB já distribuiu
mais de dois milhões de preservativos. Eles ainda são a
barreira física mais eficaz contra a transmissão do HIV
de uma pessoa para outra, desde que usados corretamente.
Uma das indicações do movimento gay
baiano é que a camisinha seja um item acrescentado definitivamente
à cesta básica do trabalhador. “É preciso vulgarizar
o uso do preservativo, inclusive abrindo novas frentes de distribuição
gratuita”, afirma Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da
Bahia e secretário de Comunicação da Associação
Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT). “As
pessoas não usam o preservativo, porque têm dificuldades
tanto na compra quanto no acesso gratuito”, explica. Segundo ele,
os preservativos que chegam nos postos de saúde são inseridos
nos programas de Saúde da Família e a sua distribuição
está subordinada a uma complexa burocracia.
A situação epidemiológica da aids
na Bahia é bastante preocupante, com índices de contaminação
pelo HIV que chegam a 5.400 casos. Salvador é a sétima cidade
no ranking nacional de notificações, com 3.330 casos registrados,
segundo dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da
Saúde.
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