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Mulheres transexuais e lésbicas são alvo de debate
Iniciativa tem como foco a eliminação da violência sofrida pelo gênero feminino na Bahia.

Millena Passos, líder da ATRAS - Salvador.

O Grupo Gay da Bahia (GGB) em parceria com o Núcleo de Gênero e Sexualidade da Uneb/Diadorin realizam nos dias 22 e 23, quinta e sexta-feira próximas no auditório da Faculdade Visconde de Cairu no bairro Barris seminário que tem como foco o debater as formas de eliminação da violência contra mulheres em geral, transexuais e lésbicas em especial. O GGB busca com o debate contribuir para fortalecer a autonomia das mulheres na Bahia. Na opinião da entidade as mulheres lésbicas e transexuais são duplamente vulneráveis a violência tanto pela orientação sexual quanto por pertencerem à categoria do gênero feminino.

Salvador, Bahia, domingo 18 de março de 2012 - Editoria do site do GGB

Na opinião do ativista Marcelo Cerqueira promover e apoiar mulheres, lésbicas e transexuais em suas lutas sociais deve ser dever de todos aqueles comprometidos com os valores democráticos. “Hostilizar o feminino e suas expressões é um retorno a barbárie”, acredita Cerqueira que considera mesmo que pese os avanços ao longo das décadas a sociedade ainda apresenta traço forte conservador em relação às mulheres e na condição de lésbica muitas dessas mulheres não conhece a liberdade de amar outras mulher e com isso sofrem tortura psicológica que compromete a saúde mental.

Cerqueira compartilha opinião com ativista Virgínia Nunes diretora do Grupo Lilás com sede em Lauro de Freitas. Nunes acredita que essa hostilidade ao gênero feminino colabora para oprimir as lésbicas e acha que é preciso que essas mulheres parem de sofrer no anonimato, saiam da invisibilidade e ocupem os espaços públicos como cidadãs que são. “Quando uma mulher lésbica vive atormentada, no isolamento vivendo uma vida que não é dela, pode acabar em suicídio”, alerta Virgínia. Ativista denuncia que a lesbofobia faz com que muitas mulheres se casem com homens e tenham filhos sem querer tê-los, por exemplo.

Se para as mulheres lésbicas o preconceito da sociedade pode levar ao suicídio para as mulheres transexuais a situação ainda é muito mais critica. Um estudo realizado pelo GGB aponta que no ano de 2010 um total de 110 delas foram mortas em todo o Brasil, a Bahia Estado que se constatou 14 homicídios, considerados crimes de odeio. Millena Passos atual presidente da Associação de Travestis e Trangeneros de Salvador vêm denunciando essas mortes na Bahia, ela acredita que é preciso uma ação política profunda para garantir o direito à cidadania plena da classe. De acordo com Millena é preciso que o Estado reconheça as mulheres transexuais e promovam a participação delas nos espaços considerados tradicionais do feminino em todo o Brasil.

Um dos direitos mais clamados pela categoria é o direito ao nome civil.  Ativista trans acredita que sem esse reconhecimento não terão liberdade garantida e continuarão sofrendo hostilidades em espaços públicos.  “Queremos ser identificadas pelo nome civil de acordo com gênero feminino que vivemos” disse Millena que reclama o constrangimento em ouvir o nome que consta em seus documentos de identificação.

O debate  sobre a eliminação de todas as formas de violência contra mulheres lésbicas e transexuais já tem como palestrantes as professoras baianas Eide Paiva da Universidade Estadual da Bahia, Amélia Maraux, Superintendente da Educação Básica da Bahia da Secretaria de Educação do Estado da Bahia, Virgínia Nunes do Grupo Lilás, ativista Vida Bruno e a vereadora Vânia Galvão que deverá falar sobre a ocupação do feminino nos espaços de poder. Ainda participam como convidadas a professora mineira Daniela Auad, ativista Márcia Cabral do Grupo Minas de Cor de São Paulo, a bailarina cearense Yasmim Nóbrega e a transexual carioca Majorie Marchi.

A parte lúdica fica por conta das apresentações de Dion, Rosana Migler ex-Miss Bahia trans e Scarlat Cabochard Sangalo. Especialmente para o evento a bailarina Yasmim Nóbrega desenvolvera um número de dança previsto para abertura do evento às 17h do dia 22, quinta-feira. O GGB enviou convite à primeira Dama da Bahia, Fátima Mendonça para que possa compor a mesa de abertura dos trabalhos.

O evento tem entrada frança e espera a presença não somente das lésbicas, mas de todos os que se solidarizam com as lutas do feminino. O evento tem apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) através do edital Março Mulher. Programação completa clique AQUI!

Serviço

Seminário eliminação da violência contra mulheres lésbicas e transexuais

22/03 quinta-feira das 15h as 21h30

23/03 sexta-feira das 14h ás 18h30

Local Auditório da Faculdade Visconde de Cairu, Barris

Realização GGB/Diadorin

Contatos (71) 99894748 – ggb@ggb.org.br

 

 

 


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