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Casal de homossexuais é assassinado em Simões Filho
Editoria local


Para José Carlos Bispo dos Anjos, 40 anos, pedreiro e pai do rapaz mais velho, as más companhias fizeram com que seu filho tivesse o fim trágico. “Era um garoto que trabalhava descarregando no Ceasa. Ainda na terça-feira estive com ele parte da tarde. Estava feliz porque conseguiu retirar toda a documentação e regularizaria sua situação na central de abastecimento” relatou o senhor

 

 

SALVADOR, 29/05/09 - 19h25 - As mortes de Anderson Silva dos Anjos, 21 anos, e de seu companheiro identificado como Anderson ”Xinha”, aparentando 18 anos, movimentaram a 2ª Travessa de Bela Vista, em Simões Filho. Os jovens moravam juntos há pouco tempo e foram surpreendidos na madrugada de ontem pelos seus assassinos.

O rapaz mais velho foi espancado e estrangulado dentro do barraco vizinho ao que morava, e o parceiro foi morto a poucos metros da casa. Os corpos ficaram no aguardo da remoção por mais de 16 horas, e apesar de não ter sido resguardado pela Polícia Militar até a chegada da civil, logo em frente ao local do crime está a 22ª CIPM de Simões Filhos, onde, inclusive, não tinha ninguém.

A demora da remoção revoltou a população daquela área, que, às 16 horas pedia colaboração de jornalistas para apressar a retirada das vítimas. Por conta da paralisação de policiais civis e peritos, o trabalho não havia sido efetivado. Numa ligação para o DPT a informação recebida era que os familiares aguardassem mais um pouco porque o rabecão estava em deslocamento. “Esse tempo todo o corpo do menino já tomou chuva e sol e não demora entrar em decomposição”, dizia um senhor antecipando que não passaria a noite em seu barraco caso a polícia técnica não comparecesse ainda ontem para fazer a retirada.

 O barraco de Anderson estava revirado e o imóvel vizinho, no qual ele foi executado com pedaços de tijolos, arma usada na violência. “A impressão que se dá é que o outro, “Xinha”, estava chegando em casa e tentou fugir quando foi baleado na cabeça”, comentava um curioso, considerando a posição em que o corpo do jovem caiu
Para José Carlos Bispo dos Anjos, 40 anos, pedreiro e pai do rapaz mais velho, as más companhias fizeram com que seu filho tivesse o fim trágico. “Era um garoto que trabalhava descarregando no Ceasa. Ainda na terça-feira estive com ele parte da tarde. Estava feliz porque conseguiu retirar toda a documentação e regularizaria sua situação na central de abastecimento” relatou o senhor, que não soube dizer muito do companheiro do filho. Ele disse ter ficado sabendo que o filho usava drogas, mas não tinha certeza, já que “sempre morou com a avó materna, poucos metros do local onde foi assassinado”.

Sobre o relacionamento de Anderson com “Xinha”, o pai do rapaz disse desconhecer o clima de romance, ao contrário dos moradores do lugar. “Sei que eram amigos e moravam juntos. Apenas isso”, finalizou sem fornecer dados sobre familiares do outro jovem. Na travessa ninguém quis falar e sequer sabiam dizer se o outro rapaz tinha familiares nas redondezas. O local é vizinho à Invasão do Iraque. (Mariacelia Vieira)

GGB vai visitar município para averiguar os fatos

Nota do Grupo Gay da Bahia (GGB) – O GGB tomou conhecimento dos fatos no final da tarde de hoje, sexta-feira. Imediatamente o GGB fez contato com os outros meios de comunicação para repercutir a notícia dada pelo jornal Tribuna da Bahia. Na mesma noite a entidade entrou em contato com a Delegacia e a Delegada Plantonista não tinha conhecimentos dos fatos, sob a responsabilidade do Titular Orlando Dourado que já havia saído do plantão.


Para ter uma posição mais firme no encaminhamento do processo o GGB na próxima terça-feira vai visitar o município em companhia de outros grupos e convidar o Secretario de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Nelson Pelegrino. A visita vai constar da 22ª Delegacia de Policia, Casa dos Familiares das vitimas e local onde ocorreu o crime. O GGB vai denunciar esse crime bárbaro no Conselho da Conferência de Segurança Pública da Bahia no inicio do mês.

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