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Homofobia no Brasil na Bahia e em Simões Filho

 

Salvador, 25/09/07 - Presidente do Grupo Gay da Bahia fala na Câmara Municipal de Simões Filhos sobre violência e discriminação contra homossexuais no Brasil, na Bahia e em Simões Filho. Confira abaixo comunicação apresentada no dia 26 de setembro na audiência pública promovida pelo Grupo Gay de Simões Filhos.

  1. Segundo as estatísticas do Grupo Gay da Bahia, em 2006 foram assassinados no Brasil 88 homossexuais, sendo 61% gays, 37% travestis e 2% lésbicas.
  1. Só em 2007 já foram documentados 95 assassinatos!
  1. Entre 1980-2007 foram documentados no Brasil 2775 homicídios de  homossexuais, uma média de duas execuções por semana. “Esta é apenas a ponta de um icebergue de ódio e sangue”, diz o antropólogo  Luiz Mott, que há três décadas coleta estas informações: “como não há estatísticas oficiais da polícia e das Secretarias de Segurança Pública, nos baseamos nas notícias de jornal e da Internet, dados incompletos e muito aquém da realidade.”
  1. O Nordeste é a região onde mais gays são assassinados: 43%, enquanto no Sudeste, foram cometidos 14% destes crimes.
  1. Segundo o presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, “muitos destes crimes foram cometidos com requintes de crueldade, incluindo tortura, espancamento, muitos golpes: crimes de ódio! Mesmo quando se trata de latrocínio, matar para roubar, a fragilidade social dos homossexuais estimula a ganância dos criminosos, geralmente de classe inferior à das vítimas.”
  1. Apenas ¼ dos assassinos foram identificados nas noticias de jornal, o que dificulta enormemente a prisão dos culpados. 43% dos assassinos tinham menos de 20 anos, predominando motoqueiros, clientes das travestis, garotos de programa, segurança e policiais.

 

ASSASSINATOS BAHIA 1970-2007
ANO           TOTAL
1970-1976             3
1980-1989           73
1990-1999           153
2000-207:      94                      
TOTAL       323
                         Uma média de 1 assassinato por mês.

Perfil das vítimas da Bahia:

  1. Entre 1970-2007 foram documentados na Bahia 323 assassinatos, uma média de um assassinato por mês, sendo 76% gays, 21% travestis e 3% lésbicas.
  1. A vítima mais jovem tinha 14 anos, sendo que 12% tinham menos de 18 anos, predominando a faixa etária de 30-39 anos (31%). O gays mais velho a ser assassinado tinha 76 anos.
  1. Salvador concentra 56% dos crimes, seguido de Feira de Santana, Itabuna, Candeias e Juazeiro.
  1. 22% das vítimas eram cozinheiros, a categoria profissional mais atingida pelos crimes homofóbicos, seguidos de 15% de  travestis profissionais do sexo,  14% de cabeleireiros, mas incluindo todas as profissões: estudantes, empresários, professores, 15 pais de santo, bancários, 7 padres, advogados, etc.
  1. 41% dos GLTB foram mortos com arma de fogo, demonstrando que os assassinos já tinham alguma familiaridade com a criminalidade; 28% foram assassinados a facadas, incluindo também como causa mortis porretadas, espancamento, sufocamento, tortura.
  1. 56% das vítimas foram assassinadas na rua (praia, matagal, viaduto, terreno baldio), e 44% dentro de casa ou estabelecimentos comerciais (motel, bar, etc).

ASSASSINATOS EM SIMÕES FILHO:
1 em 1999 e 3 em 2007!

  1. 14/4/99 - João Teixeira Santos, 25, morto a pauladas em sua residência na madrugada, registrado pelo Serviço de Vigilância e Investigação de Simões Filho/BA, em Simões Filho/BA, (Tribuna da Bahia/BA) 
    • 7-2-2007 - PAULO GOMES PASSOS “Paulete”, homossexual assumido, 30, morto a pauladas na localidade de cristo rei por três homens na madrugada de 07/2, quarta-feira, em Simões Filho, BA, estava acompanhado de duas pessoas, que também foram agredidas após recusarem manter relações sexuais com os acusados; o pai de santo Isaac Rodrigues de Souza “Gorda”, que o acompanhava também foi agredido, mas não corre risco de vida; na semana anterior, foi morto um pai-de-santo gay por um grupo de pessoas que dizem que vão limpar Simões Filho matando os gays da cidade; testemunhas contaram que as vítimas foram agredidas após sair do bar Altas Horas, por volta das 3h quando voltavam de uma comemoração de aniversário. O crime está sendo investigado pela 22ª DP, mas os três assassinos ainda não foram identificados. (Fontes: Correio da Bahia; Jornal A Tarde On Line)
    • 8-2-2007 - DESCONHECIDO, homossexual, pai-de-santo, foi retirado de sua residência em Simões Filho, BA, e assassinado a pauladas por pessoas que diziam que iam “limpar” Simões Filho matando todos os gays da cidade. (Fonte: A Tarde On Line)
    • 22-6-2007. Raimundo José Martins Cerqueira, “Mundinho”, 34 anos, auxiliar administrativo da Secretaria de Educação de Simões Filho, foi encontrado morto, ontem pela manhã, numa estrada de barro do CIA I, bairro periférico do município.  Brutalmente espancado, ele apresentava várias lesões na cabeça e nas costas provocadas por um objeto contundente, segundo peritos do Departamento de Polícia Técnica que examinaram o cadáver. À frente do inquérito que apura o caso, o delegado Orlando Azevedo, titular da 22ª Delegacia, está à procura do rapaz com que a vítima foi vista pela última vez. A princípio, a polícia investiga a hipótese de um latrocínio (roubo seguido de morte), já que a carteira de cédulas de Raimundo não foi encontrada durante a perícia. Segundo colegas, ele levava consigo o salário mensal, recebido horas antes do crime. Homossexual assumido, a vítima costumava sair com jovens recém-conhecidos, tornando-se vulnerável à ação de bandidos. Bebendo no “Bar de Noel”, localizado no CIA I, Raimundo se interessou por um rapaz que estava numa mesa próxima e passou a flertar com ele. O jovem desconhecido correspondeu. Por volta das 2h, os dois decidiram deixar o local, tomando rumo ignorado, segundo Marileuza Silva de Oliveira, 20 anos, colega da vítima. Os amigos só voltariam a ter notícias de Raimundo, no início da manhã, quando a notícia de sua morte se espalhou pela cidade. O corpo foi encontrado por populares na estrada de barro de acesso ao bairro de Pitanguinha. De bruços e vestido apenas num short azul, ele estava ferido em várias partes do corpo, principalmente na cabeça e nas costas.  De acordo com o perito do DPT Marcos Mousinho, o assassino deve ter usado um pedaço de pau ou uma pedra, que não foram encontrados no local. Os documentos pessoais da vítima estavam num matagal a poucos metros do corpo.

    Confira

    Servidor público assassinado em Simões Filho

     

 

 


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