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Editorial
Eu simpatizo com tudo, menos com a homofobia!

Salvador, Bahia, domingo, 28 de abril de 2013. por MARCELO CERQUEIRA

Uso as palavras do poeta com a lógica do verso invertido para expressar que eu simpatizo com tudo, mas como eu não tenho o dom da poesia, não sou poeta, vivo no mundo real, não naquele imaginado como um lugar bom de viver e morrer, eu simpatizo com quase tudo. No quase tudo incluo o que me são mais caros e que maltrata mais.  Não simpatizo com pessoas ignorantes, homens e mulheres que promovem a homofobia e se divertem com a dor e agonia pública de LGBTS vitimas, muitas vezes mortais de atos homofóbicos. Não simpatizo também com nenhum tipo de violência praticada contra o gênero feminino incluindo mulheres lésbicas e transexuais.

Não me são simpáticos homens que exercem poderes superiores, mas inferiores em grandeza humana e de espírito. Não simpatizo com homens como Marcos Feliciano, Bolsonaro, Magno Malta, Isidório que usam de seus “poderes superiores” para incentivar uma verdadeira guerra e matança contra o nosso povo LGBT. E fazem disso a razão de sua existência, usam de meios sujos e não medem esforços para incentivar o ódio e a violência. Vivemos um momento de guerra! Defenda-se como puder, use as defesas que puder.  Queria eu poder dizer mantenha a cidade limpa, mate um homofóbico por dia. Mas como sou a favor da vida eu quero que todos tenham vida em abundancia.

Porém a recíproca não é verdadeira. A cada dia um LGBT é assassinado no Brasil e tantos outros são vitimas de violência e toda forma de discriminação cultural, social e institucional. Por isso defenda-se e não morra. Dois casos chamaram atenção do meu olhar nos últimos dias, casos letais, melhor, as referências divulgadas sobre esses casos nos meios de comunicação. O primeiro a declaração de uma fonte oficial, uma delegada de Polícia Civil a cerca da morte de Itamar Ferreira neste mês em Salvador, declaração que imputava a vitima a culpa por ser morto. Nesse caso a oficial preferiu dar publicidade a possível voz de um desqualificado, um canalha covarde que junto com outros comparsas tirou a vida de um pequeno príncipe.  Essa é a homofobia institucional que deve ser combatida, execrada e denunciada sempre.

Outra expressão de ódio e homofobia vem de um internauta dando sua opinião em relação ao assassinato de Maurício José Sanches de Oliveira, um possível crime passional, em 16 de abril no Rio Vermelho.  Um internauta escreveu e o site do Bocâo News publicou a seguinte expressão: “ mais um que foi para o inferno”.  Essa alma suja não publicaria essa mensagem se não tivesse a certeza de que nada aconteceria a ele, da impunidade que estimula novos crimes e calunias contra homossexuais em todo o Brasil.

Estamos diante de uma guerra contra os LGBTs promovida por setores conservadores no âmbito da política e da religião. E você que não é LGBT não fique ai sentado no sofá da sala vendo o Faustão sem fazer nada contra isso, achando que isso não tem nada a ver com você. Tem sim! Tem porque combater a homofobia deve ser uma preocupação de todos  no sentido do fortalecimento dos direitos coletivos e do fortalecimento  da democracia.  Eu simpatizo com isso. E simpatizo com os homens e mulheres superiores em generosidade e espírito que buscam fazer do mundo um lugar bom de viver.

 

 


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