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Fátima Mendonça, primeira-dama da Bahia, irá de Frida Kahlo, como madrinha da Parada Gay


TONY PACHECO -

Salvador, BA, 09/09/2010 - Participei, ontem, quarta-feira (08.09.2010), da festa dos 30 anos de fundação do Grupo Gay da Bahia (GGB), o mais longevo dos grupos de Direitos Humanos homossexuais da América Latina e, junto de mim, na platéia, pessoas extraordinárias como o ministro de Estado da Cultura, Juca Ferreira (PV); a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT); o ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB), uma figura humana maravilhosa; as vereadoras Vânia Galvão (PT) e a "negona" oficial da Bahia, Olívia Santana (PCdoB) e o professor Ricardo Líper, da UFBA, dramaturgo, filósofo, sociólogo e homenageado até mesmo pelo ministro da Cultura em sua fala. Juca enalteceu a militância de Líper no jornal "O Inimigo do Rei" e lembrou até mesmo de meu modesto nome (modesto, mesmo, sem falsa modéstia, porque nem sou baiano, nem sei como Juca ainda se lembra do meu trabalho jornalístico e de militante socialista-libertário).

Tive muito orgulho de ter estado ao lado destas pessoas do Bem que foram agraciadas com homenagens de reconhecimento do GGB pela luta que elas têm em prol dos Direitos Humanos na Bahia e no Brasil todo. Todas, sem exceção, declinaram das homenagens e disseram, sem falsa modéstia também, que quem era digno de homenagens eram os militantes do GGB, o professor doutor Luiz Mott e o professor Marcelo Cerqueira, além do seu séquito de guerreiros, como a travesti Keyla Simpson, uma pessoa com livre trânsito em todas as
esferas intelectuais do Brasil e do exterior.

É, verdadeiramente, gratificante, ser humano numa hora destas. Pensamos:"caral..., nem tudo está perdido!" Ricardo Líper em sua fala lamentou que a Argentina tivesse passado à frente do Brasil em termos de reconhecer direitos iguais para as pessoas que querem casar com pessoas do mesmo sexo,mas doutor Luiz Mott lembrou que o governo Lula/PT tem conseguido pequenas-grandes vitórias, mesmo tendo uma turba de aiatolás evangélicos e católicos no Congresso a persegui-lo, obrigando-o a tornar o Brasil um novo
Irã, que odeia mulheres, odeia homossexuais, odeia cristãos, odeia tudo que é diverso.

Nisso, concordo com Mott. Lula é um retirante nordestino, criado na
homofobia cruel do analfabetismo e, depois, cevado na luta sindical
preconceituosa do ABC paulista. O fato de ele, como ser humano e o seu governo Lula/PT reconhecerem igualdade de direitos de parcerias entre homens x homens, e mulheres x mulheres, no Banco do Brasil, Caixa Econômica e em todos os órgãos federais e, agora, ter determinado que a Receita Federal (esta hiena que nos decepciona neste momento de violação do sigilo dos seguidores de José Serra...) aceite declarações conjuntas de casais do mesmo sexo, são, SIM, avanços monumentais neste país islâmico que curiosamente
acredita em Cristo...

A noite foi perfeita. Com o Balé Rosana Abubakir apresentando coreografias com meninas lindas (gostei muito das gordinhas, mais do que das esbeltas e perfeitas, pois mostra que a dança naquele balé não tem limitações num mundo rechonchudo como o atual) e com um grand finale de sambão memorável.

Também o grupo de dança flamenca dos Caballeros de Santigago. Esta associação galega levou meu amigo Sebastião Santa-Rosa para a Espanha, de onde ele emigrou para a Áustria e hoje é um cidadão europeu. Reminiscências... A dança flamenca é belíssima, com mulheres sedutoras e, ao mesmo tempo,fortes.

Teve até delegado da Polícia Civil homenageado e declinando da homenagem dizendo em alto e bom som: "Estamos fazendo nossa obrigação, todos os cidadãos têm os mesmos direitos."
Nestes momentos pensei tresloucadamente: se este pedacinho de País aqui fosse transplantado para o resto do Brasil, nós estaríamos num novo Canadá.

Mas, como Mao Zedong dizia: "Para incendiar uma pradaria é necessária apenas uma fagulha..." Mao Zedong, um canalha genocida, mas com idéias geniais kkkkkkkk
Mas o "créme de la créme" da noite foi a revelação de que a madrinha da Parada Gay deste domingo próximo será a primeira-dama do estado (este título é cafonérrimo, mas é necessário, neste momento específico), Fátima Mendonça, mulher do Jaques Wagner (PT). Só falta Jaques Wagner aparecer na Parada, como José Serra (PSDB) já fez com orgulho em São Paulo. É bom lembrar que
Ivete Sangalo também já foi madrinha da Parada do GGB, cantando
gratuitamente para a multidão do Campo Grande até a Praça Castro Alves. E olhe que esta mulher é cara.

E, aí, permitam-me uma digressão: Ivete fez um show estupendo no Madison Square Garden, em Nova York, semana passada, e alguns colegas jornalistas de S. Paulo tiveram a infelicidade de dizer que "tinha brasileiro demais na platéia". Ivete foi madrinha, como Fátima, no auge de seu prestígio, o que mostra respeito aos Direitos Humanos e à luta do GGB. Despeito contra Ivete, inveja de Ivete, estes sentimentos menores
que não levam a nada. E se Lady Gaga fizer um show em Brasília, por acaso todo o corpo diplomático americano e todos os americanos que estiverem em Brasília não irão ao show? Que gente menor... Que sentimentos menores e...FEIOS.

E doutor Luiz Mott lembrou: "Fátima é nossa amiga, não tem nada a ver com momento eleitoral". Aqui, então, rendo minhas homenagens a estas guerreiras e a estes guerreiros extraordinários. Guerreiros da boa guerra. Da guerra do Bem, que é reconhecer que somos todos seres humanos, com uma passagem RAPIDÍSSIMA por este planeta, com a obrigação de deixar algum rastro bom, mesmo entremeado
com algunas sacanagenzinhas, que ninguém é de ferro...

 

 

 

 


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