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Movimento de travestis
Travestis protestam contra Uziel Bueno do Na Mira
Por Redação

 

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SALVADOR, 27/11/09 – Um grupo de travestis marcaram presença na manhã de hoje a frente da Televisão Aratu emissora filiada ao Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) no Alto da Federação para protestar contra a forma preconceituosa que o apresentador do programa Na Mira, Uziel Bueno tratou uma noticia envolvendo um assalto sofrido por travestis no inicio da semana na Orla de Salvador. O movimento foi liderado pela Associação de Travestis de Salvador (ATRAS) com apoio do Grupo Gay da Bahia (GGB). As travestis chegaram ao portão principal da TV Aratu às 12hs e saíram as 13h40, antes do fim do programa devido o apresentador se recusar receber as lideranças do movimento ao vivo nos estúdios onde o programa é levado ao ar.

Toda confusão teve inicio porque um anônimo gravou as reações das travestis, vitimas de dois menores e possivelmente vendeu a gravação ao programa Na Mira de Uziel Bueno. A reação das travestis se deu devido os dois menores estarem armados com faça e ameaçando furar as mesmas é o que conta uma das vitimas. “Eles arrombaram o meu carro, levaram dinheiro, documentos pessoas e os documentos originais do veiculo”, conta a travesti de prenome Paloma que procurou na tarde de ontem a Associação de Travestis (ATRAS)  e o Grupo Gay da Bahia (GGB) para relatar o acontecimento. Conta ainda que a confusão se deu porque elas conseguiram segurar um dos meliantes juvenil para entregar a Policia que já havia sido acionada por celular. Percebendo que o parceiro estava seguro por uma travesti o outro partiu para cima do grupo dando-lhes golpes de faça, ai que começou toda a confusão e justamente essas cenas que foram gravadas pelo anônimo e reproduzidas no Na Mira por várias e várias vezes seguido de comentários homofobicos do apresentador Uziel Bueno.

A transexual da ATRAS Milena Passos que esteve no ato acompanhando as colegas relata que o apresentador se refere a elas como maquina de matar. “Sofremos tantos estigmas e preconceitos não é justo essa perseguição gratuita contra nossa população promovida por esse sensacionalista”, declarou Keila Simpson da ATRAS e ex-presidente da Articulação Nacional de Travestis (ANTRA).  Conforme informação das de Keila Simpson e Milena Passos, coordenadoras da ATRAS a entidade vai oferecer denúncia contra o programa Na Mira ao Ministério Público para que seja imputada a responsabilidade.

A aconteceu de forma tranqüila, mesmo antes de a TV Aratu chamar a Polícia de Choque e uma viatura policial para ficarem a postos. Populares passavam e aplaudiam o protesto humorado das travestis, bem como pediam para tirar fotografias. Um jornalista do programa de prenome Murilo, apareceu para dialogar com as manifestantes, conduzindo um grupo de quatro pessoas para entrar no programa. Inicialmente o grupo foi convidado a gravar uma resposta contendo a sua versão dos fatos mostrados, um direito de resposta. Mas, como a matéria foi transmitida em um formato ao vivo, elas se recusaram a gravar e sair no Programa. Finalmente não houve direito de resposta e o prevaleceu foi a truculência do apresentador acostumado a discriminar homossexuais e travestis em seu show sensacionalista. Frases como Uziel Bueno Homofobico, trafobico foram entoadas pelas participantes aos gritos frente a TV Aratu no bairro da Federação.

GGB já havia denunciado ação de “trombadinhas” na orla

Conforme noticia divulgada no site do Grupo Gay da Bahia (GGB) a entidade de emancipação homossexual já havia solicitado reforço policial para coibir os ataques de menores a homossexuais e travestis na Orla de Salvador, especialmente nos locais de freqüência homossexual como Patamares e Boca do Rio desde maio deste ano. A entidade recebeu diversas queixas de homossexuais que foram assaltados por menores nessas localidades e acionou a 39º Cia de Polícia Militar para dar uma resposta ativa as ocorrências. “Depois que fui assaltado, tomei pavor a freqüentar a Boca do Rio”, disse o cabeleireiro Luiz Cláudio a um preposto do GGB domingo passado no Porto da Barra.

A ação dos “trombadinhas” armados com arma branca e alguns com revolve de grosso calibre se da aos finais de tarde, nas saídas da Praia dos Artistas. “Importante ter cuidado e sair em grupo”, diz Cristiano Santos que também deixou de freqüentar o local por medo das ocorrências de assaltos. “Com a chegada da estação do verão esses índices tendem a dobrar, daí a importância de se proteger e proteger os colegas” acrescenta Santos.

Dois adolescentes acusados de matar travesti são apreendidos

Antes de matar o homossexual, jovens teriam assaltado a vítima. Informações de outro adolescente ajudaram a polícia a encontrar os suspeitos
CRITIBA, PR - Dois adolescentes acusados de envolvimento com o assassinato de um travesti foram apreendidos na madrugada de quarta-feira (25) na Lapa, na região metropolitana de Curitiba (RMC). Ambos têm 16 anos e, segundo a polícia, tentaram assaltar a vítima antes de matá-la, caracterizando um latrocínio.
De acordo com informações da delegacia do município, os suspeitos abordaram dois travestis e fingiram estar interessados em um programa. Depois de levar os homossexuais para uma região isolada do bairro Cohapar, eles teriam dado voz de assalto. Os jovens detidos alegaram à polícia que atiraram contra as duas pessoas depois que uma delas teria ameaçado reagir à abordagem dos adolescentes. Os disparos atingiram fatalmente um dos travestis, conhecido como “Emanuele”. A outra vítima conseguiu fugir.
Segundo a polícia civil da Lapa, as autoridades chegaram até os dois rapazes na mesma madrugada do crime com a ajuda de um terceiro adolescente, que teria se recusado a participar do assalto. Depois de ouvir os tiros disparados pelos colegas, ele decidiu ligar para a polícia.
Após a apreensão dos menores de idade, foi constatado que, no momento do crime, um dos acusados estava portando um revólver calibre 22 e o outro estava com uma arma de fogo falsa, de plástico. A polícia informou que os dois foram reconhecidos pelo travesti que conseguiu escapar dos suspeitos. A dupla foi encaminhada provisoriamente para uma cela especial na delegacia de Contenda, também na RMC. (Adriano Ribeiro, Curitiba, Paraná, 25/11/09)

 

 

 


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