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Dois rapazes foram espancados com golpes de corrente numa briga em um bar na região central de Taubaté. Uma das vítimas teve traumatismo craniano e foi levada em estado grave ao Hospital Regional do Vale do Paraíba, onde permanecia internada até ontem.
Max Ramon - Taubaté, SP - Segundo testemunhas, os rapazes foram agredidos por um suposto segurança do bar, que está foragido. Para os familiares das vítimas, o crime teria sido motivado por preconceito --os rapazes mantêm um relacionamento e moram juntos há seis meses. O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira no 'Casarão das Artes'. Rafael Soares Agustino, 18 anos, que teve traumatismo craniano, havia ido ao bar com o namorado, Thiago de Matos, 22 anos, a irmã Nátali, 20 anos, para comemorar o aniversário de uma amiga. Na saída, um dos frequentadores do bar teria provocado Agustino com palavras de preconceito sexual. Segundo testemunhas, a vítima chegou a retrucar a ofensa, mas continuou andando em direção ao portão do Casarão das Artes, ao lado dos três acompanhantes. O desconhecido, no entanto, teria seguido o grupo e, ainda no interior do bar, dado um soco no rosto de Agustino. Logo em seguida, um suposto segurança do bar entrou na confusão e, com uma corrente que tinha um cadeado travado na ponta, atingiu a cabeça do rapaz. Agustino ainda seria agredido nos braços, nas costas e nas pernas até cair, já inconsciente, na calçada do Casarão. Matos, seu companheiro, tentou impedir as agressões, mas também foi espancado com a corrente pelo suposto segurança --teve ferimentos na cabeça, no tórax e nos braços. "Na hora em que o rapaz começou a provocar o Rafael, a nossa intenção era sair logo do bar. O problema é que o portão estava trancado e fomos obrigados a esperar por algum funcionário. Foi aí que o segurança partiu para cima dele", contou Matos. O empresário Alcir Silveira, um dos sócios do bar, afirmou que a briga ocorreu no lado de fora do estabelecimento. Ele negou que o agressor trabalharia como segurança na noite da briga (leia texto nesta página). RECUPERAÇÃO - Os rapazes foram socorridos por equipes de resgate e encaminhados ao hospital. Matos teve alta no mesmo dia, mas Agustino permaneceu internado e foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um coágulo do cérebro. O rapaz ficou em estado de coma até a noite de domingo. Na manhã de ontem, Agustino deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e, já consciente, recebeu visitas de parentes e amigos. A vítima poderá deixar o hospital em uma semana. DRAMA - "Meu filho nunca usou drogas, nunca provocou ninguém. Infelizmente, o Rafael foi uma vítima do preconceito. Segundo os médicos, essa agressão poderá comprometer para sempre a coordenação motora dele", afirmou Valéria Soares, 41 anos, mãe do rapaz. Conhecido como 'Rafa' entre amigos e familiares, Agustino trabalha como vendedor em uma loja de calçados. Menos de uma semana antes da briga havia prestado vestibular para o curso de engenharia aeronáutica da Unitau (Universidade de Taubaté). INVESTIGAÇÕES - Segundo o delegado seccional de Taubaté, Roberto Martins de Barros, o acusado poderá ser indiciado por tentativa de homicídio em virtude da gravidade das agressões --crime que prevê até 10 anos de prisão. "Não podemos ser coniventes com qualquer tipo de agressão, seja ela física ou moral. Também não podemos admitir qualquer forma de preconceito. Isso é inconcebível", disse.( Reprodução - Jornal Vale Paraibano pela internet em 31 de janeiro de 2006, confira:http://www.valeparaibano.com.br/tau/rapaz1.html)
Amigos clamam por justiça Amigas e amigos, vim por um motivo muito sério que pode acontecer com qualquer um de nós. Há alguns anos, conheci um garoto chamado Rafael Agustino no meu curso de tv e cinema. Ele agora tem 18 anos, um doce de pessoa. A empatia foi tão grande que nos adotamos como irmãos.Pelo destino, ele acabou voltando pra Taubaté cidade onde morou por muito tempo.
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