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Fotógrafo fez campanha por militares gays nas Forças Armadas

John Ganun se inspira em cartaz da Segunda Guerra e faz campanha pró-gay no Exército

Por MARCELO CERQUIERA

Campanha original que convocou as mulheres ao trabalho na Segunda Guerra, inspirou fotográfo Ganun.

Salvador, BA, 25 de abril de 2011 - às 12hs.

Não pergunte não fale. Esse tem sido o mott para ingresso e permanência de homossexuais nas Forças Armadas dos Estados Unidos. Faz exatamente um ano que o fotografo americano John Ganun iniciou uma campanha fotográfica para incentivar gays e lésbicas engrossarem as fileiras das Forças Armadas Americanas.

O motivo foi bem original. Inspirados pela campanha que chamou as mulheres ao trabalho durante a Segunda Guerra Mundial, a “We can do it”, o fotógrafo John Ganun e o OpenArtist Movement, dos Estados Unidos, criaram agora uma campanha pelo direito de LGBT estarem dentro das Forças Armadas.

Esta campanha faz parte do famoso cartaz que correu o mundo e durante a Segunda Guerra Mundial promoveu a mobilização de mulheres que trabalham no apoio à economia americana. No cartaz, Rosie, a Rebitadeira esmagadora destina-se a convencer as mulheres que ele era capaz de trabalhar tanto e tão bem como um homem enquanto ele estava lutando por seu país.

Na iniciativa, atores e modelos como Reichen, Daryl Stephens e Andrew Oldershaw vestem uniformes militares e mandam o recado: “we can do it” (nós podemos fazer). O principal objetivo é lutar contra o preconceito militar que muitas vezes impede que pessoas LGBT se alistem no Exército, Marinha ou Aeronáutica. Confira aqui algumas das peças publicitárias. A campanhas foi um apoio para acabar com a discriminação contra os homossexuais no exército dos EUA, valeu apena!

Mulheres e gays devem procurar as semelhanças que desigualdades na luta contra o machismo

A campanha foi e continua sendo prova de que mulheres e gays têm mais semelhanças que desigualdades, ambos são vitimas do machismo. Talvez o que seja importante é que ambos entendam a necessidade de unir esforços contra essa praga.

Talvez, também isso seja uma quimera, essa união, porque muitas vezes as mulheres reproduzem esse machismo através da educação dos filhos, na competição pelo homem. A homofobia é transmitida de mãe para filho com muita pressão, existem mais que são extremamente homofóbicas. E dizem abertamente, prefiro filho ladão que gay, prostituta que lésbica, esse é um ditado muito comum nas classes populares na Bahia. As mães são as primeiras educdoras e o filho é resultado dessa educação doméstica.

Muitas mulheres ficam amigas de gays no relacionamento cotidiano existe sempre uma pitada de falsidade, inveja não é algo muito sincero, certamente tem suas exceções, mas a regra geral é uma relação meio que dissimulada. Mulheres, especialmente aquelas que se dizem “cabeça aberta” muito amiga de gays, mais em tese não querem que seu o filho seja gay ou sua filha lésbica, reagindo com insuspeita violência à decisão do filho ou filha.

Muitas delas têm uma corte de gays ao seu redor que os usam para se dizer modernas e sem preconceitos de orientação sexual, conseguir relacionamentos com homens interessantes, porque muitos homens sabem que gays têm amigas mulheres hetero ou bissexuais, e finalmente muitos deles se submetem a serem amigos subservientes. O mundo seria melhor sem machismo e homofobia.

 



 

 

 

 


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