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GGB pede mais segurança para os locais de circulação gay em Salvador
Por Redação do site
SALVADOR, 251/11/2009 – O GGB enviou na tarde de hoje uma carta direcionada ao Governador da Bahia Jacques Wagner com copias para Secretário Nelson Pelegrino da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Comandante de Policia Militar Nilton Regis, Presidente da Bahiatursa Professora Emilia Salvador e Delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, Dr Joselito Bispo da Silva solicitando mais vigor no combate a criminalidade e a violência que circula dentro e ao redor da comunidade gay na Bahia. No texto da carta enviada ao Governador Wagner o GGB parabeniza as autoridades policiais pelo empenho em combater a violência e a criminalidade na Bahia. Solicita ao Governador a criação de uma Delegacia Especializada em Crimes Homofobico e faz referência ao Estado da Paraíba, que segundo o GGB, Estado com densidade populacional infinitamente inferior que a Bahia, teve a sensatez de instituir a Delegacia que cuida de questões de preconceito, agressão, violência e discriminação sofrida por homossexuais. “Essa iniciativa é louvável, parabéns ao Governo Paraibano pela sensibilidade”, diz Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Além desse fato o GGB apresentou outras reivindicações na área da segurança ao Governador e aos órgãos de segurança no Estado. A entidade cobra ações concretas de controle da marginalidade nos espaços de freqüência dos homossexuais na cidade. “Nossos espaços foram invadidos por “sacizeiros” portando arma fria, faça, quais cometem furtos e aterrorizam os gays”, denuncia Cerqueira alertando que a Policia poderia fazer rondas de forma mais intensa nesses ambientes públicos como Carlos Gomes e Área do Beco dos Artistas. “Não se trata de fazer ações para intimidar a população gay, mas de mostrar a presença do Estado e intimidar os marginais que ficam na espreita, esperando uma possível vitima”, acredita Cerqueira. O GGB espera que esses últimos acontecimentos violentos que deram no assassinato do apresentador Jorge Pedra em um quarto de Hotel e da travesti Graziela Fotográfica em seu apartamento no Centro de Salvador possam sensibilizar as autoridades. Outra preocupação da entidade é a chegada do final de ano e inicio do verão, carnaval e a invasão de turistas nacionais e estrangeiros na capital baiana. Com o assassinato de Graziela sobe para 21 casos de homicidios na Bahia. Situação que tem causado choque até mesmo em autoridades religiosas tradicionais na Bahia, conforme relatou Luiz Mott, fundador do GGB. A denúncia de que "sacizeiros" adam portando arma fria no centro foi feita por gays a Marcelo Cerqueira nesse domingo último na Praia do Porto da Barra. " Tá um absurdo essa situação no centro" disse um gay que não quis se identificar. Confira abaixo repercussão da notícia no A Tarde.
Jornalista Rita Batista critica linguagem da imprensa em seu programa de rádio A jornalista Rita Batista no seu programa Metrópole Serviço transmitido via FM pela Rádio Metrópole comentou o crime praticado contra a travesti Graziela e pontuou o tratamento inadequado e preconceituoso dado por alguns meios de comunicação. Ela aponta o preconceito e o juízo de valor qual coloca a vitima em situação de réu, como se ela tivesse a partir do seu comportamento provocado a sua morte. “Colegas de imprensa, vamos ficar atentos para não tornar a vitima em culpada, vamos atentar para o tratamento da notícia”, disse a jornalista. Por outro lado alguns jornalistas por falta de uma abordagem de gênero nesses casos acabam, não de forma proposital, talvez seguindo os manuais de redação tratando a vitima travesti como o travesti. Não se usa mais pronomes masculinos nesses casos e esse uso torna-se algo preconceituoso. “O que importa é o sexo social da vitima, a forma como ela se apresenta à sociedade, como se mulher fosse”, afirma Marcelo Cerqueira, GGB, apontando que o tratamento deve ser dado no feminino. O programa Na Mira de Uziel Bueno, apresentou a notícia bem ao seu estilo de apresentador popular. “Até onde chega a promiscuidade dos homossexuais”, disse o apresentador tratando a notícia. Ele julga e pune o comportamento da vitima, como se ela fosse culpada pela sua morte e como se ele mesmo fosse Juiz e estivesse acima do bem e do mal, um Deus. Esquecendo o apresentador de forma proposital que a sociedade empurra homossexuais para terem uma sexualidade clandestina. E mais ainda, “Ele fala como se a promiscuidade fosse inerente aos gays”, denuncia Cerqueira informando ainda que muitos heterossexuais fazem orgias, programas e sexo grupal e não são assassinados. Graziela tinha uma atividade de profissional do sexo como acontece em todas as grandes capitais violentas essa nova categoria prefere trabalhar em prive. O GGB questiona que muitas mulheres biológicas trabalham assim e não são assassinadas e nem violentadas, porque as transexuais e gays são obrigados pagar com suas vidas esse preço.
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