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Primeiro hotel de SP só para gays abre as portas

Empreendimento só será inaugurado no fim do mês, mas a partir de hoje é possível conhecer o local, na Rua Martinho Prado, na Bela Vista


Quando a bandeirinha do arco-íris tremular na recepção do 155 Hotel, na Bela Vista, região central de São Paulo, os turistas terão a certeza de que o empreendimento atende com exclusividade o público de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs). "Temos orgulho em dizer que é o primeiro hotel ?gay friendly? da cidade. Esse público existe e não tem de ter vergonha disso", afirma o proprietário Sérgio Luiz Pereira. Embora a inauguração esteja prevista para o fim deste mês, as portas do hotel serão abertas hoje aos interessados em conhecer o novo espaço.

O empresário garante que o hotel localizado na Rua Martinho Prado, 173, quase na esquina com a Rua Augusta, apesar do direcionamento de público, hospedará qualquer cliente, independentemente da orientação sexual. "Receberemos todos sem discriminação", afirma Pereira.

O proprietário conta que optou por abrir um hotel voltado para o público GLS por sentir que há uma carência neste tipo de serviço na cidade. "O gay não quer chegar em um hotel e ver que em seu quarto há duas camas de solteiro sendo que ele havia reservado um (quarto) com cama de casal. Aqui (155 Hotel) ele não passará por essa situação", garante.

Para evitar sorrisos irônicos, palavras preconceituosas ou reações que deixem o casal homossexual em situação constrangedora, os 70 funcionários do hotel foram treinados para lidar com o público GLS, incluindo o conciérge, que é homossexual. "Trata-se de um paulistano que entende de São Paulo e poderá dar dicas turísticas tanto para os gays quanto para os heterossexuais", conta Pereira, que terá um trio elétrico desfilando na 13ª edição da Parada do Orgulho LGBT, que acontece neste domingo na Avenida Paulista.

O conceito de inclusão da hospedaria é visível logo na entrada do prédio, com a rampa de acesso para deficientes físicos. Todos os banheiros do hotel são adaptados com portas mais largas e barras nas paredes laterais para receber esse público. O painel dos elevadores terá indicações em Braille para auxiliar os deficientes visuais. O empreendimento terá ainda inteligência ambiental com sistema de captação da água das chuvas e coleta seletiva de lixo. "Fazer essas adaptações encarece a obra em R$ 200 mil, mas os deficientes não são mais excluídos", diz Pereira.

Com um investimento de R$ 6 milhões e assinatura do arquiteto Nelson Presbiteri, o 155 Hotel terá uma decoração sofisticada nas cores branco e preto com grandes quadros que reproduzem monumentos importantes da cidade, como o Edifício Copan, no centro.

O 155 Hotel tem capacidade para receber até 200 hóspedes. Eles serão divididos entre os 76 apartamentos distribuídos nos dez andares do prédio que, um dia, abrigou o Hotel San Marino, fechado em 2001. Nos quartos, a decoração é contemporânea e em todos eles haverá cama de casal, TV LCD 32 polegadas, internet banda larga grátis, ar condicionado inteligente, roupa de cama antialérgica nas cores branca e bege, cofre digital, fechadura eletrônica e área de trabalho. O piso, em vez de carpete, será de madeira tratada para evitar alergias.

Para usufruir da hospedaria, o hóspede pagará uma diária de R$ 95, com check-in às 14 horas e check-out às 13 horas. "Praticaremos esse preço nos primeiros dois meses. Depois devemos elevar para R$ 110", adianta Pereira. Nesse valor está incluído café da manhã, das 6h30 às 10h30 de segunda a sexta-feira e, das 6h30 ao meio-dia, aos sábados e domingos.

Se quiser, o hóspede poderá ainda contratar um serviço complementar. Trata-se de um pacote de programas culturais que será feito em parceria com restaurantes, bares, boates, teatros e casas de shows, entre outros. "O cliente poderá jantar, depois ir ao teatro ou, se quiser, pode ir a museus durante o dia. Serão vários pacotes, para cada perfil de hóspede", explica Pereira. O preço desse produto ainda não foi definido.

Questionado sobre o receio em não receber o público heterossexual, Pereira tem a resposta na ponta da língua. "Só tem preconceito aquele que é mal resolvido. Estamos otimistas porque a cidade será a sede da Copa do Mundo (em 2014) e a rede hoteleira de São Paulo precisa ser revitalizada", afirma o hoteleiro, que quer transformar o 155 Hotel em uma rede internacional. "São os desafios que movem o empreendedor e queremos abrir mais dois hotéis em São Paulo, um em Madri e outro em Buenos Aires.".( Marcela Spinosa O Globo, RJ  12/06/09)

 

 

 


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